A continuación encontrarán los resúmenes de las Mesas de Trabajo, simposios y ponencias del eje Etnoeducación e interculturalidad
SIMPOSIOS
1. Acción afirmativa y luchas étnicas en la educación, en América Latina.
Miércoles 7 de junio
11:00 -1:00 pm
2:00 - 4:00 pm
4:00 - 6:00 pm
Edificio: 02
Salón: 206
Coordinadores
Mauricio Caviedes, Pontificia Universidad Javeriana, Bogotá -Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Colombia
Sergio Baptista da Silva, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil
Comentaristas
Elizabeth Castillo, Universidad del Cauca, Colombia
Mauricio Caviedes, Pontificia Universidad Javeriana, Bogotá -Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Colombia
Sergio Baptista da Silva, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil
Resumen:
Este simposio busca discutir las dificultades de los pueblos indígenas y otros grupos étnicos frente a las políticas de acción afirmativa de acceso a la educación superior en América Latina. El acceso a la educación superior entre grupos étnicos ha crecido en Latinoamérica en las últimas décadas, ligado a reformas constitucionales de varios países de la región con diferentes modelos.
Sin embargo, este crecimiento no parece satisfacer las demandas de grupos étnicos, superar desigualdades sociales o de conocimientos. Las luchas de esos grupos por el derecho a la educación no simplemente buscan acceso a los conocimientos de la sociedades mayoritarias o dominantes, o a las disciplinas ligadas al desarrollo. También buscan el reconocimiento de conocimientos étnicos rechazados históricamente.
Existen esfuerzos para incorporar esos conocimientos en la academia. Sin embargo, la posibilidad de lograr esos cambios exige resolver varios problemas: ¿Los sistemas de administración pública del conocimiento deben adoptar nuevas estructuras administrativas para incorporar autoridades tradicionales del saber? ¿O deben los sistemas de conocimiento reconocer a esas autoridades tradicionales con títulos universitarios? ¿O deben cambiar estructuralmente esos sistemas de conocimiento para armonizar los conocimientos universitarios y los tradicionales? ¿Es posible una educación superior intercultural administrada con las estructuras actuales? ¿O necesitamos invertir nuestros esfuerzos exclusivamente en universidades indígenas, afrodescendientes o alternativas para albergar en ellas conocimientos tradicionales que no tienen cabida en las universidades convencionales u “Occidentales”? ¿Cuáles son los cambios que debe permitir el sistema educativo para lograr esa interculturalidad?
¿Es la educación intercultural necesaria para los derechos de los pueblos indígenas, o es la educación intercultural un nuevo lenguaje para administrar poblaciones que aún no han sido fácilmente articuladas en los sistemas de administración política del conocimiento?
Estas preguntas guiarán la discusión del grupo de trabajo, con la participación de líderes indígenas, intelectuales indígenas e investigadores universitarios en general.
Ponencias
Sesión I
Miércoles 7 de junio
11:00 -1:00 pm
Educação e escolarização: relações entre professores Kaingang e políticas estatais no sul do Brasil
Ana Letícia Meira Schweig, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil
Resumen:
A partir de uma etnografia junto a professores Kaingang participantes da ação de formação continuada do Ministério da Educação “Rede de Saberes Indígenas na escola – Núcleo Universidade Federal do Rio Grande do Sul”, busco pensar sobre as relações estabelecidas entre os professores Kaingang de ensino fundamental e médio e as instituições estatais responsáveis pela esfera educacional, percebendo os professores Kaingang como sujeitos ativos e produtores de estratégias, conhecimentos e políticas próprias na interação com o estado. O método do bilinguismo perpassou diferentes momentos políticos exercendo um papel colonizador como uma ferramenta de esquecimento e assimilação. A metodologia bilíngue ainda é política escolar, mas a partir da Constituição Federal de 1988 as escolas interculturais bilíngues são consideradas políticas de reconhecimento de diferença. Assim, o espaço escolar abriga desconfiança, tensões, controvérsias, bem como diferentes concepções de escola e conhecimentos. O passado desigual e as consequências da construção de uma ciência hegemônica, perpetuou exclusões, distinções, além de invisibilidade da existência de outros agentes de conhecimentos. Dessa forma, esta comunicação problematiza a escola como local único de educação legitimado e os diferentes modos Kaingang de se relacionar e pensar a escola.
Educação escolar Indígena: Universo Educacional e Cultural na Escola Tikuna
Ofigenia Binda Braulio , PPGAS / UFAM, Brasil
Resumen:
Este trabalho apresenta os resultados da pesquisa de campo realizada na escola Tikuna na comunidade indígena de Filadélfia pertencente ao município de Benjamin Constant, no Vale do Javari, mesorregião do Alto Solimões no Amazonas/Brasil. A partir do trabalho de pesquisa suscinto de forma geral, uma reflexão sobre o fazer pedagógico através da análise do projeto político pedagógico da referente escola e verificação de como os elementos TiKuna são inseridos dentro da prática educacional .Baseado no diálogo com determinados sujeitos dentre estes destacam-se : os pais dos alunos, o cacique da comunidade ,o gestor, os professores e alunos que expuseram como percebem tais práticas. O sujeitos falantes de uma língua isolada (língua TiKuna), são Trilingues por se encontrarem em área fronteiriça, falando português, espanhol e a língua materna protagonizaram diversas histórias com reinvindicações e conquistas com; criações de órgãos representativos. Baseando-se em uma linha interpretativista os dado foram coletados abordando os seguintes procedimentos, através de observação participante; assistindo aulas, atividades escolares, junto à comunidade em festejos comunitários, realizando entrevistas e levantamentos de dados, sobre universo, histórico, social, político, cosmológico TiKuna, e também a dados referentes à escola, e às práticas pedagógicas.
Os Guarani, suas cosmopráticas e o Ensino Superior Universitário não indígena
Eduardo Santos Schaan, Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, Brasil
Resumen:
Este trabalho reflete sobre os desafios entre o modo como opera a lógica do Ensino Superior na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e as cosmopráticas dos Guarani Mbyá que habitam a Região Metropolitana de Porto Alegre, especialmente no que tange às nhe’e (almas) e sua relação com a aprendizagem. Frisa-se o aspecto divino da alma (nhe’e) na cosmologia Guarani Mbyá e seus significados relativos, como independência, fala, capacidade de movimentação, agência e vontade. Estes transparecem nas ações cotidianas, associadas a sonhos e agências que não são somente individuais, mas envolvem parentes e seres extra-humanos, como deuses. A lógica do Ensino Superior, entretanto, pode ser incompatível com esse modo de ser. Pressupõe que, a partir de uma igualdade de oportunidades, todos são similares, valorizando a competição entre indivíduos e ignorando agências externas ao próprio estudante universitário. O presente trabalho reflete, assim, sobre como os Guarani pensam o modelo de Educação Superior, como se adaptam - ou não - às contingências universitárias (como horários fixos, carga de leitura, métodos científicos), e como isso se vincula às agências individuais e extra-individuais, em que a presença da vontade pessoal, do sonho, da alma em contato com deuses, e do próprio grupo familiar é vista como essencial para um processo de ensino e aprendizagem adequado. A criatividade e as contingências das cosmopráticas por que passam os Guarani Mbyá frente a esse modelo de Ensino Superior não indígena são, portanto, o foco deste estudo.
Os olhos de fora: uma reflexão sobre corpo, objeto e habilidades junto a estudantes indígenas Kaingang da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Geórgia de Macedo Garcia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, Brasil
Resumen:
Proponho desmembrar o que compreendemos como educação buscando individualizar os elementos que a compõem - currículos, avaliações, grades de presença, salas de aula -, pois, como já propôs Marilyn Strathern (em A pessoa como um todo e seus artefatos, 2014, São Paulo: Cosac Naify), assumo a hipótese que o corpo é uma superfície pública e que os diferentes objetos e infraestruturas que compõem a nossa vida materializam, em nós, formas de pensar e estar no mundo. A Cidade onde morei, a Escola que estudei e a casa onde cresci, são compostos por diversos elementos e também são um todo, que me compõem. Mudo de contexto e penso um estudante indígena, composto por sua aldeia, território e outra base de conhecimentos epistemológicos.
Esta comunicação, de uma perspectiva da corporalidade, objetiva perceber as contraposições que surgem desse encontro de diferentes formas de se relacionar e aprender, a partir das políticas afirmativas. Para isso, evoco diferentes experiências etnográficas realizadas junto a estudantes indígenas Kaingang na Terra Indígena do Votouro, localizada no norte do Rio Grande do Sul, Brasil, e na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Por fim, com intuito reflexivo e revisitando esses diferentes contextos, espaços e objetos da vida cotidiana trago à discussão a formação do Grupo de Acolhimento de Estudantes Indígenas, organizado pela professora do Curso de Serviço Social, Rosa Maria Fernandes, e alguns estudantes indígenas, buscando refletir acerca das práticas próprias de se relacionar que surgiram nesse espaço.
Sesión II
Miércoles 7 de junio
2:00 - 4:00 pm
Educación superior intercultural: la experiencia de la Universidad Intercultural del Estado de Puebla (UIEP), México
Laurentino Lucas Campo, Universidad Intercultural Del Estado De Puebla, México
Resumen:
El tema que se aborda en este trabajo es la trayectoria de la Universidad Intercultural del Estado de Puebla (UIEP) a diez años de camino andado (2006-2016). Se revisan los altibajos por los que la UIEP ha transitado en la década de estar dando atención a la población indígena, nahua y totonaca predominantemente, así como a los ‘hispanohablantes’, en la región del Totonacapan. El abordaje del tema se hace desde la mirada de quien pertenece a la institución como profesor de tiempo completo, además de asumir la pertenencia al pueblo Tutunakú, reconociendo lo que de subjetivo pudiera haber en la interpretación, enfatizando la mirada crítica de los procesos de la UIEP como institución educativa que proporciona servicios educativos en un contexto de diversidad cultural en México.
En el trabajo se revisa brevemente el contexto en que se dio la creación de la UIEP en la región del Totonacapan en el estado de Puebla. En un segundo momento, se hace referencia a la trayectoria que ha tenido la institución en términos de la consolidación de varios procesos y lo que ha implicado esta situación. Por último se refiere la situación actual de la UIEP, tanto las contradicciones, los conflictos, los retos así como las perspectivas que en el futuro inmediato tiene la institución para continuar desarrollando su función educativa. Especialmente en el marco de las luchas reivindicativas, de la acción afirmativa y de inclusión de la población originaria en la educación superior en México.
Racismo y discriminación por razón de etnia, género y orientación sexual: retos en la formación de docentes en contextos multiculturales en Bogotá y la Costa Caribe colombiana.
Liliana Múnera Montes, Centro de Investigación y Educación Popular – CINEP, Colombia
Resumen:
La formación de docentes en enfoques interculturales –con la capacidad de reconocer la diferencia y la desigualdad en los contextos específicos donde desarrollan su práctica pedagógica– encuentra barreras significativas en los modelos, valores e ideales que reproducen diferentes dispositivos de socialización, entre ellos, la escuela. El sistema educativo (educación básica, media y superior) se niega a reconocer las múltiples dimensiones de la diferencia y a construir miradas incluyentes. El proceso de formación académica de los y las docentes, no es una excepción. En los niveles de pregrado y posgrado se evade la discusión sobre la diferencia étnica, racial, cultural, de género y de orientación sexual. Es decir, niega las realidades que enfrentan en sus contextos de desempeño profesional. La formación de docentes guarda una significativa distancia con la dimensión didáctica de su práctica. Contra esta resistencia se hace cada vez más evidente que el aprendizaje resulta significativo para docentes y estudiantes cuando se ponen en juego estrategias participativas de construcción de conocimiento y de exploración crítica de la realidad. Es a través de estos ejercicios y de estas apuestas de sentido que agencian maestros y maestras empoderados y coherentes, que es posible transformar los imaginarios racistas, clasistas, sexistas, homófobos, como un punto de partida distinto para la convivencia en nuestra sociedad.
Esta ponencia analiza la experiencia de profesores y profesoras con diferentes niveles de formación en el proceso de construir conciencia de la diferencia en su práctica docente cotidiana, a pesar de su formación profesional previa. Tal análisis hace parte de acompañamiento y la asesoría a procesos de desarrollo de currículos interculturales y las investigaciones adelantadas desde 2011 por el grupo de investigación intercultural de CINEP con docentes escolares en Bogotá, Cartagena, la Sierra Nevada de Santa Marta y el sur del departamento de la Guajira en el Caribe Colombiano.
Notas sobre la construcción curricular en la educación indígena.
Santiago Andres Gutiérrez Sánchez, Universidad de Antioquia, Colombia
Resumen:
La presente ponencia es un ensayo de reflexión que busca presentar algunas notas sobre la construcción de planes de estudio y currículo en territorios indígenas; especialmente desde el abordaje antropológico de la educación intercultural o, etnoeducación. El ensayo es producto de la experiencia vivida durante el 2015 y 2016, en donde trabajé con docentes y acompañé procesos de formación a niños, niñas, adolescentes indígenas de los Municipios de Silvia y Jambaló, departamento del Cauca. Estas actividades me permitieron acercarme y entender los cambios que viven algunas instituciones educativas que atienden población indígena, como también los sueños de docentes y comunidades al momento de construir los planes de estudios, de pensar en nuevas formas de educación e implementar una educación intercultural. La intención con ello no es esbozar los resultados de una investigación académica exhaustiva, por el contrario, pretendo presentar algunas notas que pueden acercar al lector a algunas tensiones, brechas o encrucijadas que vive la educación escolar en territorios indígenas.
La educación comunitaria oaxaqueña. Entre lo comunitario y la normatividad: el caso de la UESA-LEMSC
Carlos Luis Maldonado Ramírez, Centro de Investigaciones y Estudios Superiores en Antropología Social (CIESAS), México
Resumen:
La educación comunitaria impulsada en el estado de Oaxaca, México como una forma de apropiarse y resignificar la educación intercultural a partir de la lucha de intelectuales indígenas, organizaciones indígenas, magisterio educativo e intelectuales no indígenas, encuentra desde la década de los ochenta una forma de intervenir la educación ofertada por el estado en poblaciones originarias en donde se busca incorporar lo que históricamente se ha excluido. En la actualidad, este tipo de educación cuenta con proyectos educativos impulsados desde educación inicial hasta posgrado, en cada uno de ellos su modelo educativo gira entorno a la investigación como método pedagógico para construir aprendizajes, proceso en el que se anclan otras dimensiones específicas como el uso de la lengua originaria, la filosofía comunal como base, el uso y valoración de conocimientos locales y la vinculación comunitaria.
La Unidad de Estudios Superiores de Alotepec (UESA) y su Licenciatura en Educación Media Superior Comunitaria (LEMSC) ejemplifican la construcción de una comunalidad de facto en la cotidianidad escolar, caracterizada por su formación comunitaria-familiar y su formación etnopolítica-escolar. En relación con las preguntas generadoras del simposio, mi intención es problematizar la implementación del modelo educativo de la UESA-LEMSC, para dar cuenta de algunas tensiones y contradicciones entre la educación comunitaria construida socialmente y las estructuras político-administrativas que la promueven y al mismo tiempo la condicionan.
Sesión III
Miércoles 7 de junio
4:00 - 6:00 pm
Políticas de acción afirmativa para el acceso y permanencia de estudiantes indígenas en la universidad peruana
Enrique Rivera Vela, Universidad Nacional del Altiplano-Perú/ Universidade Federal Fluminense-Brasil, Perú
Resumen:
El acceso a los estudios de nivel superior de los jóvenes indígenas en el Perú, con el apoyo de políticas de acción afirmativa, es una realidad que recién empieza a plasmarse durante los primeros años del presente siglo, dándoles la oportunidad de seguir estudios universitarios, a pesar de los inconvenientes generados por la deficiente formación en su etapa escolar y el hecho de tener que trasladarse a contextos distintos a los suyos.
Si bien las políticas de acción afirmativa forman parte de las políticas de inclusión social promovidos por el Estado, éstas no son suficientes para afirmar que se está logrado tal propósito, a mi parecer la invisibilización que los pueblos originarios han sufrido desde la época de la colonización, sigue vigente, y lo seguirá, al menos en el ámbito universitario, hasta que no exista un real reconocimiento que implique, además del reconocimiento de su propia identidad cultural, el reconocimiento del valor y los aportes que sus culturas puedan brindar a las distintas ramas del saber. Frente a esta realidad la propuesta de ponencia que se presenta, se sintetiza en los siguientes objetivos: a) Identificar las políticas de acción afirmativa existentes en el Perú para el acceso y permanencia de jóvenes indígenas en los estudios universitarios, y b) Analizar si estas políticas están permitiendo generar el reconocimiento de los saberes y conocimientos de los pueblos originarios peruanos, rechazados y subordinados desde desde la época de la colonización .
Wayuunaiki como segunda lengua
Yasir Andres Bustos Florez, Colombia
Resumen:
Poder aprender una lengua indígena en colombia, es una tarea difícil, debido a la carencia de métodos al estilo de los cursos de inglés (multimedia) que le permitan a cualquiera de nuestros compatriotas poder hacerlo. Adicional a esto, no se enseña la necesidad de preservar el tesoro lingüístico nacional, lo que mantiene al borde de olvido dichos sistemas lingüísticos que habitan en desiertos, cordilleras y costas. Se cuenta que desde el arribo de los europeos han desaparecido alrededor de 180 lenguas nativas en sur América, una cifra triste para una sociedad ajena que se negó a oírlas durante siglos. Por tales motivos, nace el primer audio curso de una lengua indígena en el país. Waashajaai Wanüiki – Hablemos Nuestra Lengua, un libro de lecciones con cinco capítulos, secciones de ejercicios y CD con clases en audio. Siendo éste uno de los pasos que se dan para que el Wayuunaiki pueda ser aprendido por cualquier persona del común, aunque este al otro lado del planeta y así garantizar su permanencia en el tiempo.El método utilizado por esta propuesta es al estilo de los cursos de inglés, pues con el CD que contiene las clases en audio, se puede llevar en pocas palabras al tutor donde se valla, una herramienta útil a docentes, estudiantes, profesionales y personas del común. Se pretende poner al alcance de quien lo desee el hermoso idioma del wayuu, pues la lengua es y será por siempre el rostro visible de la identidad de cualquiera tribu o nación.
Os povos indígenas e a universidade pública em Rondônia
Gicele Sucupira , Universidade Federal de Rondônia, Brasil
Resumen:
Este trabalho tem como objetivo discorrer acerca dos anseios de estudantes secundaristas e lideranças indígenas sobre a universidade do norte de Rondônia, da experiência de estudantes indígenas da Universidade Federal de Rondônia(UNIR) e das discussões no I Fórum de Ingresso e Permanência de estudantes indígenas da UNIR registras em vídeo. Apesar da universidade se situar na região Amazônica, as falas revelam a discriminação e o preconceito enfrentado diariamente pelos estudantes. A centralidade da escrita e da leitura nas aulas e a dificuldade de professores(as) repensarem práticas e metodologias tem tornado o tempo na universidade mais árduo e penoso para muitos estudantes. A maioria das lideranças se preocupa com cursos que possam contribuir para a defesa de direitos e políticas de sustentabilidade. A oferta de 2 vagas em cada curso da universidade e a um curso de educação intercultural não atende às expectativas dos estudantes e lideranças. A pouca oferta tem gerado disputas e acusações sobre quem é indígena e quem não é. A inclusão de sabedores como professores, orientadores e conselheiros nos departamentos, vestibulares diferenciados, espaços para manifestação dos povos indígenas são algumas das reivindicações que emperram em regulamentações internas e na resistência de servidores da universidade.
2. Educación en los territorios rurales: contextos, retos y perspectivas
Miércoles 7 de junio
9:00 – 11:00 am
11:00 - 1:00 pm
2:00 – 4:00 pm
Edificio: 67
Salón: 505
Coordinadores
Diego Juárez Bolaños, Universidad Iberoamericana, México
Félix Berrouet Marimón, Universidad de Antioquia, Colombia
Comentarista
María del Carmen Cruz Senovilla, Universidad Centroamericana José Simeón Cañas, El Salvador
Resumen:
Alejada de los reflectores de los medios de comunicación y de las investigaciones sociales, la educación rural es una realidad que viven millones de alumnos y cientos de miles de docentes tanto de pueblos originarios como mestizos en América Latina. La literatura especializada señala que las acciones emprendidas por los Estados latinoamericanos para atender este tipo de escuelas son insuficientes, considerando los complejos procesos de exclusión social, marginación, pobreza, rezago educativo y violencia que se viven en los espacios rurales.
El Simposio invita a proponer ponencias que aborden diversas dimensiones de la educación formal y no formal que se desarrolla en los territorios rurales de América Latina y el Caribe, a partir de investigaciones, reflexiones teóricas y experiencias educativas que aborden la temática. Algunos temas que son de especial interés para el Simposio son:
1.Reflexiones teórico- conceptuales que permitan construir un marco que facilite el análisis de los contextos y de los procesos formales e informales de la educación rural.
2.Políticas educativas dirigidas a los habitantes de los espacios rurales.
3. Acciones desarrolladas por organizaciones civiles, comunitarias y no gubernamentales relacionadas a temas educativos en los territorios rurales.
4.El papel de los actores que participan en los procesos educativos.
5.La educación como un medio para atender la inequidad, pobreza, marginación y violencia social en los territorios rurales.
Ponencias
Sesión I
Miércoles 7 de junio
9:00 – 11:00 am
De la Instrucción Rudimentaria a la Casa del Pueblo. Fragmentos de historia de la educación rural en México: 1911-1928.
Marco Antonio Calderón Mólgora, El Colegio de Michoacán, México
Resumen:
En diferentes momentos del siglo XIX fueron emitidas leyes para la creación de escuelas primarias públicas, financiadas por los municipios o los gobiernos estatales, ubicadas, sobre todo, en localidades cuya población estaba creciendo a consecuencia del comercio, la producción agrícola o la explotación mineral. A partir de las leyes de Reforma, las propuestas para la constitución de un sistema de educación federal fueron en aumento; sin embargo, al tener en cuenta el grueso de la población que habitó el territorio nacional a lo largo del siglo XIX, es claro que los alcances de los diferentes esfuerzos por crear un sistema de educación pública básica federal en el México independiente fueron muy limitados. En 1911 se emitió una ley de “instrucción rudimentaria” dirigida a los “individuos de la raza indígena” cuyo propósito central era enseñar a “hablar, leer y escribir el castellano” así como a “ejecutar las operaciones fundamentales” de la aritmética a los niños y las niñas que vivían en heterogéneas áreas rurales. Con todo, sería hasta la década de 1920, cuando a través de la Secretaría de Educación Pública, el gobierno federal estableció un sistema nacional de educación pública básica. La ponencia hará énfasis en los proyectos de educación rural pública entre finales del porfiriato y la década de 1920. La reflexión girará en torno a los proyectos culturales en cuanto a la constitución de una cultura nacional y la formación de un Estado moderno. Dado el contexto del simposio, es importante hacer énfasis en los criterios que se discutían sobre la instalación de escuelas públicas en zonas de difícil acceso y con población que era concebida como “rural” o “incivilizada”, de manera especial, en algunas zonas indígenas. Otro elemento crucial es el énfasis en la educación sobre las industrias agrícolas locales.
Educación rural y pensamiento crítico: una oportunidad para re-pensar el desarrollo humano
José Federico Agudelo Torres, Docente investigador, Colombia
Felix Berrouet, Universidad de Antioquia, Colombia
Resumen:
Exhortar, invitar y desarrollar un pensamiento crítico en la escuela rural colombiana se constituye, no solamente en una imperiosa y trascendente necesidad; sino además en una oportunidad de visualizar todos aquellos asuntos que le resultan consustanciales a la escuela misma y que, bien sea dicho de paso, parecieran haber sido invisibilizados y acallados. Las preguntas tendientes a la reconfiguración constante por aquel otro que constituye la otredad, los cuestionamientos por la herencia cultural, los interrogantes por las políticas del denominado desarrollo humano y la posibilidad de hacer de la escuela un caldo de cultivo para el desarrollo del pensamiento crítico; se tornan entonces en dignos objetos de apetencia epistémica, en tanto convocan a las diversas esferas académicas, políticas y culturales a pensar-se y a co-construirse unos nuevos y neófitos roles. La ruralidad escolar no es ajena a estos intereses y en cambio está presta a re-semantizar sus quehaceres y sus teleologías. Así, resulta importante recordar, tal como lo enuncia Ramírez (2008), que la educación y la escuela son fenómenos culturales que se caracterizan por el alto impacto que han de suscitar en toda transformación social.
Escuelas Multigrado en México: situación, retos y propuestas de mejora.
Lucila Galván Mora, Benemérita Escuela Normal Veracruzana, México
Resumen:
El objetivo de la ponencia es documentar experiencias y prácticas docentes innovadoras para atender la diversidad cultural en las aulas multigrado de educación básica, identificando su impacto en los aprendizajes y desarrollo de los estudiantes; así como obtener insumos para elaborar propuestas de mejora y fortalecer los procesos de formación inicial y continua de los docentes y directivos.
Un panorama general de la educación básica en el medio rural de Yucatán
Nancy Beatriz Villanueva Villanueva, Unidad de Ciencias Sociales. Universidad Autónoma de Yucatán, México
Resumen:
México es uno de los países con mayores niveles de desigualdad social en el mundo (Esquivel, 2015). En el territorio nacional, el estado de Yucatán no es una excepción a esa situación. Como sabemos, la equidad educativa no es una característica de una sociedad altamente desigual. La inequidad educativa persiste a pesar de programas compensatorios diseñados por el estado mexicano para los grupos vulnerables y en situación de pobreza. En el marco de esta problemática social y educativa, el objetivo del trabajo que propongo es presentar cuál es la situación de la educación básica en el medio rural de Yucatán; en términos más específicos mostraré un panorama general de la distribución de las distintas modalidades educativas en las distintas zonas económicas y culturales del estado de Yucatán, según sus niveles de marginación y pobreza y origen étnico. La correlación entre modalidad educativa y zona económica es un indicador inicial de la calidad de educación que reciben los niños de las distintas localidades del Estado. Para tal fin utilizaré bases de datos institucionales (SEGEY, CONAPO, CONEVAL, CONAFE, principalmente) e información contenida en investigaciones que aborden diversas problemáticas de la educación básica en Yucatán (etnografías de escuelas y estudios generales sobre problemas educativos en el estado). A partir de este panorama general se puede detectar cuáles los retos a los que se enfrenta el sistema educativo en Yucatán, las estrategias necesarias para vencer sus obstáculos y las posibilidades de lograrlo.
Sesión II
Miércoles 7 de junio
11:00 - 1:00 pm
Los cambios en las políticas educativas y su impacto en formación de docentes en contextos de ruralidad en La Pampa (Argentina)
Lisandro David Hormaeche, Universidad Nacional de La Pampa / ISFDCB, Argentina
Resumen:
La presente propuesta de ponencia refiere a los procesos de transformación de las políticas educativas jurisdiccionales en torno a la educación rural en la provincia de La Pampa (Argentina) y su impacto en la formación de docentes para el nivel primario en contextos de ruralidad. Este trabajo realiza una descripción general del contexto de sanción de la Ley Provincial de Educación Nº 2511 y de la inclusión, en la misma, de un capítulo específico dedicado a la educación rural. Se analiza la incorporación, a los planes de estudio del profesorado de educación primaria vigentes desde el año 2009, de una unidad curricular opcional dedicada a la educación en contextos de ruralidad. El supuesto que guía este trabajo es que los contextos de ruralidad presentan para la práctica docente condiciones particulares que no se abordan con profundidad en las instituciones formadoras de futuros profesores de educación primaria, salvo en aquellas con estrecho vínculo por su asociación en el marco de las prácticas profesionales. Metodológicamente se analizan normativas, planes y programas de estudios, y entrevistas a docentes de las instituciones que tienen a cargo la formación de profesores de educación primaria. Los resultados parciales obtenidos dan cuenta de una compleja relación y tensión entre la implementación de políticas públicas, las instituciones formadoras de docentes y las escuelas primarias rurales asociadas.
Experiencias de vida y trabajo de docentes en contextos rurales y migratorios en México: un testimonio desde la invisibilidad
Teresa Rojas Rangel, Universidad Pedagógica Nacional, México
Resumen:
La ponencia tiene como propósito presentar, el análisis elaborado desde una perspectiva hermenéutica, de un testimonio sobre la experiencia de una docente responsable de atender a niñas y niños agrícolas migrantes, en una región de producción intensiva cafetalera en México. Este testimonio da cuenta de los perfiles y formación previa con la que inician sus actividades como enseñantes, las precarias condiciones de vida y trabajo en las que realizan las actividades educativas, y en general, la situación de invisibilidad que enfrentan. Esto como resultado, de la desigualdad educativa existente en país, en donde la calidad y la equidad de la educación para los sectores rurales e indígenas, sigue siendo un reto para el Estado Mexicano, particularmente en lo que se refiere a la educación básica de la población infantil que se inserta en la movilidad rural estacional vinculada al mercado de trabajo agrícola.
En la comunicación se presenta como una docente, cuyos orígenes sociales y económicos caracterizados por la precariedad, la llevan a desempeñarse en un contexto todavía más pobre, signado por la complejidad de los procesos de las migraciones estacionales y por la falta de políticas y acciones efectivas por parte del Estado para reconocer y apoyar su trabajo, lo que le exige la adaptación a múltiples condiciones adversas, la adquisición de diversos aprendizaje para superar sus límites formativos, pero lo que a la vez, potencia su consciencia sobre la importancia de su trabajo como docente con infantes que adolecen de otra oportunidad para poder asistir a la escuela.
K’ÉRI JORHÉNTPERAKUA . Cerrando la brecha de la educación media superior para los jóvenes indígenas de Michoacán [La Escuela Preparatoria Indígena Intercultural de Santa Fe de la Laguna: Una Experiencia Autónoma de Educación Indígena Intercultural Bilingüe]
Bertha Dimas Huacuz, Universidad Intercultural Indígena de Michoacán, México
Resumen:
Partiendo de una breve exposición de las características más prominentes de las brechas educativas que encaran los jóvenes indígenas de Michoacán, incluyendo: las dificultades sociales/económicas para el acceso a los diversos niveles educativos; el rezago en aprendizaje inherente a las trayectorias educativas de estos mismos jóvenes; la baja calidad educativa/pertinencia cultural-lingüística de la educación obligatoria pública-rural; la marcada deserción escolar en la educación pública media-superior; y los obstáculos de continuidad hacia la educación superior, este trabajo presenta —para el caso de la Escuela Preparatoria Indígena Intercultural de Santa Fe de la Laguna—, una descripción y análisis inicial: (i.) de la justificación/experiencia práctica de la creación de la institución; (ii) de los elementos principales de su modelo educativo (indígena/bilingüe, intercultural); y (iii.) del esquema de operación de la escuela preparatoria, i.e., como ejercicio de jurisdicción indígena y de afirmación del derecho constitucional a una educación pública, laica, gratuita, además de propia en abordaje, forma y contenido.
Mientras que la escuela opera en el contexto comunitario y el ‘laboratorio’ natural biodiverso-biocultural de la cuenca del lago de Pátzcuaro — y que esta institución fue creada bajo nuestra interpretación del modelo “Quiroguiano” de educación comunitaria/ bienestar social, de la manera en que fue regido por las “Ordenanzas” de los Hospitales-Pueblo de Santa Fe— en esta ponencia se presentan, con la intención de aprendizaje compartido: (i.) las fortalezas/debilidades y dificultades de operación del proyecto; (ii.) los logros principales conseguidos (2010-2014); y (iii.) las lecciones/enseñanzas derivadas de esta experiencia educativa y de organización comunal.
Sesión III
Miércoles 7 de junio
4:00 - 6:00 pm
Hacia una Escuela Productiva: La Escuela Desde el Mundo Rural
Carlos José Gil Jurado
Nidia Yolive Vera Angarita, Universidad de Pamplona, Colombia
Resumen:
El objetivo de la ponencia es sistematizar una experiencia educativa desarrollada en diversas instituciones educativas que operan en contextos rurales y que implementan modelos educativos (Escuela Nueva, Postprimaria Rural y Educación Media Académica Rural), con el propósito de ofrecer una serie de lineamientos que contribuyan a la reconstitución de la institución educativa rural para que desarrolle la capacidad de reconocer y, por lo mismo, atender con calidad y pertinencia, las exigencias que le plantean al mundo rural los procesos de cambio civilizatorio y que se articulan bajo el concepto de globalización.
Reflexiones sobre la educación en contextos cafeteros Algunos aportes para pensar Escuela y Café en el Cauca
Sara Cristina Tejada Chavez, CICAFICULTURA - Universidad del Cauca, Colombia
Resumen:
En el marco del proyecto Centro de investigación, promoción e innovación social para el desarrollo de la caficultura caucana (CICAFICULTURA) la línea de Educación rural intercultural viene pensando una serie de preguntas alrededor del funcionamiento del programa educativo del Comité de Cafeteros del Cauca, Escuela y Café; la ponencia se inscribe en la pregunta sobre ¿cómo pensamos la educación en el contexto de la caficultura caucana?, para ello es necesario recordar que el programa Escuela y Café fue pensado en la Federación Nacional de Cafeteros (FNC) como una herramienta de relevo cuyo principal promotor ha sido el Comité de Cafeteros de Caldas. En esa medida el punto de arranque que se nos presenta es la educación rural en Colombia y más puntualmente la educación rural en contextos cafeteros, la importancia que se le da al contexto cafetero viene de su peso en el desarrollo de la economía colombiana a principios de siglo XX y las relaciones económicas y sociales que dicho crecimiento generó llegando a impactar elementos como el educativo.
Se aborda la discusión de la siguiente manera, 1- La importancia de la educación en el contexto cafetero rescatando los principales aportes de Rodrigo Parra Sandoval tanto por el resultado de sus estudios como metodológicamente 2- el (re)surgimiento de la economía cafetera caucana y sus apuestas en términos educativos, dando cuenta del crecimiento de la producción del grano en el Cauca y del contexto especifico en el que se inserta y finalmente 3- Las implicaciones de pensar un programa educativo como Escuela y Café en contextos multiétnicos y pluriculturales, así como las primeras apuestas en ese sentido.
Experiencias de educación sobre patrimonio biocultural en dos comunidades rurales de Morelos, México
Yamina Nassu Vargas Rivera, Instituto Nacional de Antropología e Historia, México
Brisa Katzuyo Mejía Yoshino, Instituto Nacional de Antropología e Historia, México
Eduardo Corona Martínez, Instituto Nacional de Antropología e Historia, México
Resumen:
La red de Patrimonio Biocultural tiene el objetivo de unir a las instancias interesadas en promover vínculos para el conocimiento, aprovechamiento, defensa y preservación del patrimonio biocultural de México y otros territorios, el papel de nosotros como miembro activos de la misma es llevar a cabo proyectos que se guíen por los mismos propósitos.
En los últimos dos años trabajamos dentro de la educación no formal con un telebachillerato y una telesecundaria que facilitó el involucramiento de los actores sociales, en este caso los jóvenes y profesores.
Usando como base la metodología de la investigación acción participativa se logró que se replantearan las perspectivas y papel de las comunidades elaborando propuestas donde acompañamos a la comunidad para involucrarse en la delimitación, discusión y decisión sobre las problemáticas o retos que se presentan en su vida cotidiana, ya sean temas de conservación y difusión de conocimientos locales, su entorno ambiental u otras. El uso de este tipo de metodologías puede hacer que los resultados obtenidos contengan más información sobre usos, territorialidad, conocimientos tradicionales y percepciones sobre la naturaleza circundante, y por lo tanto también pueden funcionar como instrumentos de empoderamiento de conocimiento local/ tradicional para generar estrategias de conservación tanto del conocimiento como de los recursos mismos. El uso de los recursos naturales en las comunidades está cambiando debido a los procesos de urbanización y desarrollo tecnológico, de ahí la importancia de recuperar la información que tiene la propia comunidad, para que después puedan reproducirla, utilizarla y difundirla.
Transformar vidas y desarrollar capacidades en los Laboratorios Vivos de Innovación y Cultura
Jorge Enrique Campos Pérez, Universidad Jorge Tadeo Lozado Seccional del Caribe, Colombia
Resumen:
Laboratorios Vivos de Innovación y Cultura es un proyecto financiado por el Fondo de Ciencia, Tecnología e Innovación del Sistema General de Regalías. Su objetivo es implementar una estrategia para el uso y la apropiación de la cultura para generar conocimiento e innovación social que permitan contribuir al mejoramiento de la calidad de vida, a través de Laboratorios Sociales de Investigación y Creación en los municipios de Clemencia y María la Baja en el departamento de Bolívar.
Ambas poblaciones presentan condiciones de alta vulnerabilidad, tales como bajo nivel de ingresos, bajo nivel educativo y reducidas oportunidades laborales, agravadas por afectaciones relacionadas con diversas manifestaciones de violencia, entre ellas el desplazamiento forzado. Los participantes de los Laboratorios Vivos de Innovación y Cultura se han apropiado de sus manifestaciones culturales y las han utilizado como una forma de producir conocimiento con enfoque de innovación social y plantear procesos de transformación en sus comunidades, tal como lo han descrito en los microproyectos desarrollados durante la ejecución del programa de formación.
La ponencia expone los impactos del programa de formación, los cuales han abarcado las esferas personales y familiares de los participantes, gracias a un proceso de educación no formal y al acompañamiento psicosocial brindado en los talleres de proyecto de vida. Para lo anterior, se presenta el diseño del programa, sus objetivos y resultados esperados; ilustrado con la presentación de tres (3) estudios de caso de participantes del proyecto, en los cuales se evidencia el desarrollo de sus capacidades humanas.
3. Educación, nuevas estatalidades y luchas comunitarias, indígenas y afrodescendientes
Jueves 8 de junio
4:00-6:00 pm
Viernes 9 de junio
9:00 – 11:00 am
11:00 - 1:00 pm
Edificio: 02
Salón: 305
Coordinadores
Erica González Apodaca, Centro de Investigaciones y Estudios Superiores en Antropología Social (CIESAS), México
Elizabeth Castillo Guzman, Universidad del Cauca, Colombia
Comentarista
Alberto Arnaut, COLMEX, México
Elizabeth Castillo Guzman, Universidad del Cauca, Colombia
Resumen:
La historia de la educación en América Latina durante los últimas cuatro décadas contiene un ámbito muy importante en lo referido a las movilizaciones y luchas comunitarias de pueblos indígenas y afrodescendientes en su afán de descolonizar la escuela que produjo las asimetrías sociales, raciales y culturales contemporáneas. Estas acciones políticas dieron lugar a nuevas formas de comprender el fenómeno escolar y educativo en el continente. De este modo veremos surgir desde finales de los años setenta del siglo anterior programas y proyectos de educación comunitaria, educación campesina, educación bilingüe intercultural, etnoeducación, cátedra de estudios afrocolombianos, educación propia y muchas otras denominaciones con las cuales se renombra el modo de educar desde las organizaciones indígenas y afrodescendientes y los movimientos de base comunitaria. Estos procesos se entrecruzan a finales del siglo XX, con las reformas multiculturales del continente en materia educativa, con lo cual el asunto de la incorporación de la diversidad y la diferencia cultural en las agendas gubernamentales produce un nuevo relacionamiento entre los pueblos y los estados nacionales, en el cual se sitúan las viejas tensiones políticas, las renovadas estructuras de desigualdad y las nuevas demandas culturales. Este panel convoca un debate sobre algunos ámbitos referidos a este devenir de las políticas educativas multiculturales-interculturales y las luchas de los movimientos educativos otros en América Latina.
El debate promoverá un análisis crítico de los cruces entre las políticas multiculturales funcionales, los cambios en la estatalidad y las formas de agenciamiento social en México y Latinoamerica que sitúan sus demandas en el campo pedagógico. Se tenderán puentes para un debate multi-situado, con la confluencia de académicos provenientes de distintos contextos latinoamericanos, intelectuales y activistas, que desarrolle una perspectiva amplia y comparada de este campo, fuertemente confrontado por procesos de orden macro social.
En el marco del V Congreso de la Asociación Latinoamericana de Antropología: “Políticas de los conocimientos y prácticas antropológicas en América Latina y el Caribe”, el Simposio asume el imperativo de contribuir desde la investigación social y antropológica, a la comprensión de la educación en México y Latinoamérica como un campo de diversidad en que se expresan las luchas, tensiones y reconfiguraciones de las políticas instituidas e instituyentes, las reformas neoliberales y los nuevos sentidos de lo público. Se busca aportar a los investigadores y estudiantes asistentes, elementos de reflexión crítica, metodológica y epistemológica, desde una academia activista y comprometida.
Ponencias
Sesión I
Jueves 8 de junio
4:00-6:00 pm
La educación propia y la reconstrucción cultural de los pueblos indígenas del Cauca
Graciela Bolaños de Tattay, Universidad Autónoma Indígena Intercultural UAINN Cauca, Colombia
Resumen:
La Educación Bilingüe, Comunitaria e intercultural, es un proceso que reconstruyéndose en su carácter de Educación Propia, se constituye en herramienta fundamental de defensa y reconstrucción de los derechos indígenas.
Desde la creación del Consejo Regional Indígena del Cauca en 1971, con la creación del Consejo Regional Indígena del Cauca, la educación propia se declaró como principio fundamental para la reconstrucción cultural de los pueblos indígenas del Cauca, siendo parte de la plataforma de lucha que involucraba la defensa, recuperación y fortalecimiento de los territorios indígenas, el fortalecimiento de su gobiernos tradicionales y autónomos, el rescate de la historia, costumbres, valoración y revitalización de sus lenguas indígenas, el rescate de sus formas de aprender, desarrollar y fortaleces sus conocimientos, maneras de enseñar y aprender…
Con esa proyección en el año de 1.978 se constituyó el Programa de Educación Bilingüe del CRIC, con el fin de poner en marcha una propuesta educativa, que involucre todo el contexto cultural de cada pueblo, haciendo efectivo el 7º, punto de la plataforma CRIC, que consideraba la formación de maestros indígenas, bilingües que involucre que involucre todo el contexto cultural de cada pueblo. Como resultado de este proceso ahora se cuenta con centros educativos comunitarios, articulados a las dinámicas organizativas (primaria y secundaria e incluso la Universidad Autónoma Indígena Intercultural, UAIIN). Se han creado los proyectos educativos comunitarios - PEC, se investiga y desarrollan proyectos curriculares de primaria, secundaria y universidad, y en la actualidad se ha pactado con el Estado la puesta en marcha del Sistema Educativo Indígena Propio. Esta ponencia plantea reflexionar sobre algunos aspectos fundamentales de estas dinámicas y transformaciones, en sus logros y dificultades durante esta última etapa en el siglo XXI.
Políticas educativas afrocolombianas o el arte de escamotear el derecho de los pueblos.
Jorge Enrique García Rincón. Investigador Independiente, Colombia
Resumen:
Esta ponencia se ocupa de describir los momentos en que el Estado colombiano ha legislado para los pueblos de ancestro africano, especialmente en materia de derechos educativos, en respuesta a fuertes procesos de reclamación que principalmente en el siglo XX hicieran un grupo de intelectuales a la cabeza de lo que se llamaría en los años noventa Movimiento Social Afrocolombiano. También mostrará que las leyes específicas para estas comunidades de manera contradictoria no gozan de una estrategia de promoción por parte del Estado y por el contrario se han naturalizado en un doble juego de inclusión-negación, esto es, el derecho de los negros es parte de la normatividad pero no se aplica en la práctica. Se postula aquí que la inclusión de las comunidades Afro a las políticas educativas del Estado responde a una estrategia de desmovilización e intento de cierre de los procesos reivindicativos. No obstante, pese a la visión colonial que marca de forma permanente el desempeño de las elites colombianas en materia de educación para la población afro, los intelectuales negros mencionados sentaron las bases conceptuales y legaron una impronta política para influir de manera significativa en los debates nacionales donde las comunidades afro aspiran a una educación enderezada a revitalizar sus construcciones sociales, políticas y culturales.
Educación como derecho público y deber del Estado: continuidades y desafíos de los movimientos sociales en la lucha por la Educación en Brasil
Lia Pinheiro Barbosa, Faculdade de Educação de Crateús y del Programa de Pós-Graduação em Sociologia – Universidade Estadual do Ceará (FAEC-PPGS-UECE), Brasil
Resumen:
En Brasil, los umbrales del siglo XXI inauguran un importante debate acerca del derecho a la educación para los pueblos del campo, articulado por el movimiento nacional “Por una Educación del Campo”, concepto que reivindica una apropiación teórico-epistémica y política de la educación como proyecto educativo y político. El Movimiento de los Sin Tierra (MST) constituye el sujeto histórico que convoca dicho debate y lo articula a la necesidad histórica de una Política Educativa Nacional que contemple la demanda educativo-pedagógica de aquellos que, históricamente, tienen su derecho negado o reducido por el Estado, es decir, los pueblos indígenas, los afrodescendientes y los pueblos del campo. En esa dirección la primera década del nuevo siglo apunta conquistas centrales en el plan jurídico-legal, a propósito de la Política Nacional de la Educación del Campo y su articulación con la lucha indígena y quilombola en la defensa de una concepción de educación, de pedagogía y de escuela propias. Por otro lado, en la consigna política Educación, derecho nuestro, deber del Estado, se verifican desafíos en la disputa de proyectos educativos en el ámbito de las políticas públicas. La ponencia busca profundizar esa reflexión al debatir el diálogo entre sujetos históricos en la defensa de su educación (Educación del Campo, Educación Indígena y Educación Quilombola), así como los avances, límites y desafíos de la educación en tanto derecho público en el marco de la lucha de los movimientos sociales en Brasil.
El Estado y la Educación intercultural bilingüe en el Ecuador, tensiones entre el Estado controlador y las luchas indígenas
David Moromenacho, Sistema de escuelas indígenas de Cotopaxi, SEIC, Ecuador
Resumen:
A mediados del siglo XX los pueblos indígenas del Ecuador iniciaron demandas por una educación que respondiera a sus especificidades culturales, lingüísticas y epistémicas. En 1988 este proceso se consolidó con la creación de la Dirección Nacional de Educación Intercultural Bilingüe. Así, se fue construyendo un modelo educativo desde “abajo” que logró imponerse al Estado. Se crearon escuelas comunitarias y se repensó el currículo, la didáctica y los contenidos según las demandas indígenas de conservación de la lengua, cultura y cosmovisión. Hubo entonces dos modelos educativos en el país: el modelo de educación hispana y el modelo de educación intercultural bilingüe. El primero estuvo más controlado por el Estado en tanto fue construido desde “arriba”, el otro era más autónomo pues surgió desde “abajo” a partir de la movilización de las organizaciones indígenas. En el año 2006, el gobierno puso en marcha una “revolución educativa” que buscaba transformar el sistema siguiendo criterios de calidad, eficiencia, modernización. En la práctica esto significó un mayor control del Estado al sistema educativo, tanto hispano como intercultural bilingüe y la exclusión de las organizaciones indígenas del manejo de su educación. Se impuso desde entonces un modelo educativo nacional desde “arriba” cuyas consecuencias han sido la centralización, cierre de escuelas comunitarias y regulación del modelo según lógicas estatales etnocéntricas, eurocéntricas y capitalistas. La crisis económica ha truncado estos planes modernizadores y ha dejado tras de sí la desestructuración del modelo construido por las organizaciones indígenas quienes empiezan a reorganizar sus demandas educativas.
Sesión II
Viernes 9 de junio
9:00 – 11:00 am
Despojo territorial y construcción de la educación Superior Intercultural en la Mixe baja de Oaxaca., México
Flor Marina Bermúdez Urbina, CONACYT / CIESAS PS, México
Resumen:
En esta ponencia se presenta de manera analítica y contextualizada el proceso de imbricación entre el proyecto paralelo de construcción de escuela y la lucha del pueblo mixe de Jaltepec de Candayoc contra el despojo territorial ocurrido desde la década de los cincuenta a partir de la implementación del plan Papaloapan.
Inicialmente, desde el enfoque de historia escolar (Rockwell, 2007) se contextualiza históricamente los diferentes procesos que llevaron a la construcción del proyecto escolar comunitario y sus significados para la lucha social y política del pueblo de Jaltepec de Candayoc.
Posteriormente desde una mirada de coyuntura contemporánea contextualizo la emergencia del Instituto Intercultural Superior Ayuuk (ISIA) en Jaltepec de Candayoc. El ISIA se trata de una iniciativa de educación superior intercultural que surge a partir de un diagnóstico regional coordinado por ser Mixe y el Sistema Universitario Jesuita en el año 2006. Inserta en un campo de tensiones e intereses analizo los aportes y articulaciones pedagógico-políticas que el ISIA ha tenido con las luchas comunitarias y la forma en la que el ISIA modifica radicalmente la noción de experiencia universitaria desde su inserción en la vida comunal.
Propongo a manera de hipótesis que la propuesta de Educación Superior Intercultural que impulsa el ISIA ha implicado una “reinvención” del papel del universitario y el uso/utilidad de los saberes mixes/campesinos en un contexto de capitalismo neoliberal que promueve la acumulación y la desposesión (Harvey, 2005).
La dinámica contemporánea de Jaltepec se construye como una experiencia comunitaria que ha permitido replantear nociones de tierra y territorialidad.
Finalmente se concluye respecto a la importante articulación que adquiere la educación superior de las instituciones educativas con los movimientos vinculados con la defensa de la tierra, la territorialidad y la cultura propia en Oaxaca.
La educación sustitutiva en la conformación del Estado-nación en la República Argentina
Lilia Inés Marchesi, Corte Suprema de Justicia de la Nación, Argentina
Resumen:
Para los sectores sociales que contribuyeron a diseñar nuestro estado-nación, Europa era la civilización y el progreso, el modelo a seguir y a desarrollar. Por lo tanto, la primera tarea que se imponía a los dirigentes argentinos era dotar al país de los recursos humanos, que sustituyeran a los “salvajes”; y de los económicos que impulsaran su desarrollo. En definitiva, había que sustituir “la barbarie local” por la “civilización europea”. En este contexto, resultaba imprescindible diseñar una política de inmigración que cubriera esas expectativas y una política educativa que garantizara el arraigo en el país a los hijos de extranjeros. En lugar del apego a la tierra que pocos poseían, la admiración por los prohombres de la patria elegida por sus padres para huir de la ancestral miseria europea, parecía capaz de incorporar a los nuevos argentinos a la defensa de los valores tradicionales. La escolarización más amplia tenía que afianzar la cohesión nacional.
La generación del 80 concibió la educación como una herramienta política y un ámbito legítimo para la construcción de ciudadanos nacionales. A través del sistema educativo, se buscó, allí donde había heterogeneidad cultural generar la homogeneidad necesaria para construir de ese modo una identidad nacional. En este contexto resulta imposible hablar de pluriculturalidad sin cuestionar el estado-nación, como modelo político de las naciones de Latinoamérica.
Considerações sobre a atuação do movimenta indígena brasileiro, a formulação de legislação sobre a educação escolar indígena e a criação de novas práticas pedagógicas: alguns casos para se re-pensar a escola e a política.
Herbetta, Alexandre, Núcleo Takinahaky de Formação Superior Indígena/Universidade Federal de Goiás, Brasil
Resumen:
O texto a seguir trata de implicações, avanços, tensões e ambiguidades presentes nos inovadores processos de apropriação da instituição escolar por populações indígenas no Brasil, especialmente em região conhecida como Brasil central, onde atua o Núcleo Takinahaky de Formação Superior Indígena (NTFSI) da Universidade Federal de Goiás (UFG). Estas reflexões têm como base a atuação do movimento indígena que se organizou especialmente na década de 1980, na consolidação de um conjunto de leis que versam sobre os direitos indígenas e tem como base a noção de diferença, na implementação de políticas públicas que buscam operacionalizar a legislação e em experiências concretas de consolidação de uma nova escola indígena, baseada nas ideias de interculturalidade crítica, transdisciplinaridade, decolonialidade e contextualização.
Busca-se então refletir, a partir de algumas críticas indígenas, sobre à implementação e efetivação destas políticas a partir de dois elementos. Em primeiro lugar, de alguns avanços notáveis na dinâmica da escola, relacionados aqui especificamente à noção de matriz curricular cultural, expressão comumente mencionada e efetivada em processos de reformulação de matrizes curriculares de escolas indígenas relacionadas ao projeto do NTFSI. Em seguida, da ambiguidade presente no fato de que tais transformações tomam como base as noções de autonomia e de diferença radical e, ao mesmo tempo, se articulam às dinâmicas do Estado-nação brasileiro, que tem como base as noções de hierarquia, classe, raça e homogeneidade.
Nunca más un México sin nosotros. Participación activa de los pueblos indígenas en la construcción étnica y contra-hegemónica del Estado Nación.
María Bertely Busquets, Centro de Investigaciones y Estudios Superiores en Antropología Social, Unidad Ciudad de México (CIESAS CDMX), México
Resumen:
Los movimientos de resistencia a la reciente Reforma Educativa en México han motivado una severa confrontación étnico-política. Los antecedentes de esta confrontación se remiten, en parte, a luchas jurisdiccionales por el control de los dispositivos políticos y territoriales, sedimentadas en la historia de los pueblos que habitan estas tierras. En México, reconocer la importancia de llevar al plano constitucional el derecho a la autonomía resulta relevante no solo porque este derecho implique desechar a la nación unitaria, como ha sucedido en países como Ecuador o Bolivia . Resulta relevante porque el Estado-centrismo en su versión neoliberal, niega la existencia histórica de diversas estatalidades configuradas cotidianamente vía la participación activa de los pueblos indígenas en la hechura del Estado y, en particular, de la educación pública en México.
Esta ponencia muestra el valor jurídico y político de la frase zapatista Nunca más un México sin nosotros cuando el Estado se imagina monocultural y normado por poderes y estructuras de gobierno liberales. En este imaginario históricamente sedimentado, los agentes de Estado son unos, ciudadanos libres e individuales no indígenas, y los receptores de las políticas son otros, las comunidades distintivas y los colectivos indígenas en vías de integración nacional o global.
Los casos de Chiapas y Oaxaca muestran cómo los pueblos indígenas han participado en la hechura étnica del Estado, sea en sus luchas por controlar o recuperar sus territorios ancestrales, o en sus esfuerzos por mantener el control nativo sobre los dispositivos oficiales, incluida la escuela. La hechura étnica del Estado supone diversas estatalidades, donde intervienen parentesco, paisanaje y legitimidades previas. En estos casos, la orientación-comunitaria y la orientación-nacional se amalgaman, se yuxtaponen y convergen, muchas veces, de manera conflictiva.
Sesión III
Viernes 9 de junio
11:00 - 1:00 pm
La Reforma Educativa en México (2013): contradicciones, negociaciones y repercusiones
Beatriz Calvo Pontón, Centro de Investigaciones y Estudios Superiores en Antropología Social (CIESAS), Unidad Ciudad de México, México
Resumen:
La Reforma Educativa se propone “elevar la calidad de la educación”. Empero, se trata de una reforma con un trasfondo político, económico e ideológico de corte neoliberal, centrada en una evaluación estandarizada y “punitiva” del magisterio de educación básica, que discrimina a los maestros “idóneos” de los “no idóneos” para efectos de su ingreso, promoción y permanencia en el servicio magisterial. La permanencia ha sido el punto más polémico, pues ésta depende de los resultados de una forma de evaluar el desempeño de las/los docentes, atentando contra sus derechos y estabilidad laborales. Sin embargo, al entender la Reforma Educativa como una construcción histórica por numerosos actores políticos en el escenario educativo cotidiano, unos que la apoyan y otros que se oponen y resisten a ella, vemos que el rumbo que ésta tome dependerá de las formas de relaciones sociales, de los procesos contradictorios y de las negociaciones que se generen, en el marco de una lucha por el poder. La ponencia documenta la emergencia de dichos actores desde el inicio de la Reforma en el 2013, así como las acciones que, con diversidad de modalidades e intensidades, han llevado a cabo para lograr sus respectivos objetivos. En segundo lugar, se propone documentar, con base en testimonios de docentes que han sido evaluados en su desempeño para permanecer y de conservar -o no- su fuente de trabajo, las graves repercusiones de esta evaluación en lo profesional, laboral, social, familiar y personal, especialmente en su salud física, anímica y psicológica.
La etnoeducación afrocolombiana como campo en disputa
Jose Antonio Caicedo Ortiz, Universidad del Cauca, Colombia
Resumen:
La etnoeducación afrocolombiana surgió en los años noventa como una política de estado, que en cierta medida, retomó la reivindicacion de poblaciones indígenas y afrocolombianas, por una educación con pertinencia. En su proceso de institucionalización, muchos aspectos han cambiado sus horizontes primordiales, fundamentalmente, la etnoeducacion afrocolombiana devino en un campo de disputa entre el modelo educativo oficial y propuestas alternativas de organizaciones y colectivos de docentes. Interesa en esta ponencia analizar las tensiones y articulaciones de esta política en el marco del estado, con el fin de evidenciar los alcances reales de una educacion afrocolombiana en el sistema educativo nacional.
Conflictos e Incertidumbres de la Educación Escolar Indígena en el Amazonas Brasileño, o sobre como en América Latina la Dominacion Ideológica de la Modernidad se Hace Cada Vez Mas Fuerte y Presente
Maxim Repetto, Instituto Insikiran de Formación Superior Indígena / Universidad Federal de Roraima – Brasil
Maria Bárbara de Magalhães Bethônico, Instituto Insikiran de Formación Superior Indígena / Universidad Federal de Roraima – Brasil
Resumen:
En este trabajo queremos presentar algunas experiencias y reflexiones sobre algunos grandes problemas que enfrenta la educación escolar indígena, los cuales atraviesan diferentes conflictos, tanto sea en el seno de las comunidades, en el ámbito de las políticas públicas y las acciones del gobierno, así como en las diferentes esferas y situaciones que viven y enfrentan los profesores y profesionales indigenas y sus comunidades. Todavia nos quedan desafios y conflictos epistemológicos y políticos, que muchas veces en la universidad tampoco son fáciles de resolver. Estos conflictos y contradicciones nos colocan frente a diversos desafios y perspectivas, que si por un lado pueden envolver el trabajo de investigacion y docencia universitária en un enmaranhado de ilusiones y de falsas espectativas, por otro lado, puede llevarnos a nuevas possibilidades de crítica y ruptura, de forma que podamos evidenciar nuevas paramodernidades y desafios epistemológicos y políticos relativos al campo de debate de la interculturalidad en las sociedades latinoamericanas contemporáneas. Así, queremos evidenciar una lectura autocrítica, dudas y cuestionamientos que a partir del trabajo en la formación superior indígena en una universidad periférica del amazonas brasileño, nos alimentan e impulsionan para buscar nuevos desafios y nuevas alternativas contra el retroceso educativo y político que la contrarevolucion neoliberal ha conseguido imponer en la práctica, a pesar del gran avance discursivo que en el mundo han ganado los temas relativos al ejercício de derechos sociales. En este sentido nuestro trabajo levanta un debate conceptual y político sobre temas pendientes en relacion a los pueblos indígenas y el papel de los procesos educativos escolares en el siglo XXI.
Milpas educativas: laboratorios socioculturales vivos para el buen vivir
Stefano Sartorello, Universidad Iberoamericana - Instituto de Investigaciones para el Desarrollo de la Educación (INIDE), México
Resumen:
Se analizan los fundamentos políticos, epistemológicos y educativos que sustentan el proyecto "Milpas Educativas: laboratorios socionaturales vivos para el Buen Vivir". Financiado por la Fundación Kellogg, se llevará a cabo de enero 2017 a diciembre 2019 en comunidades indígenas de Chiapas, Yucatán, Puebla, Oaxaca y Michoacán (México) como parte de una colaboración entre una organización multiétnica, la Unión de Maestros de la Nueva Educación para México y Educadores Independientes (UNEM/EI), una red independiente de educadores, promotores educativos y maestros indígenas, la Red de Educación Inductiva Intercultural (REDIIN), el Centro de Investigaciones y Estudios Superiores en Antropología Social (CIESAS) y el Instituto de Investigaciones para El Desarrollo de la Educación (INIDE) de la Universidad Iberoamericana.
Se propone generar una metodología para mejorar la pertinencia y relevancia de los procesos educativos formales e informales de niñas y niños indígenas, consolidando un modelo educativo intercultural multilingüe que contribuya al Buen Vivir de sus familias y comunidades. Lo anterior a través de la realización de procesos educativos interculturales en campos relacionados con la agroecología, la soberanía alimentaria, la alimentación sana, la salud comunitaria, los mercados justos y solidarios, la etno-botánica, la vitalización lingüística, entre otros campos que surjan de las necesidades sentidas por las comunidades. En estos procesos participarán activamente no sólo las y los promotores, maestros y educadores comunitarios, sino también niñas y niños, madres y padres y comuneros de la localidad, quienes se convertirán en sujetos activos en la construcción de una metodología educativa acorde a sus planes y proyectos de vida.
4. Horizontalidad Intercultural y Escritura
Miércoles 7 de junio
9:00 – 11:00 am
11:00-1:00 pm
2:00 – 4:00 pm
Edificio: 02
Salón: 406
Coordinadores
Cornelia Giebeler, Universidad de Ciencias Aplicadas, Bielefeld
Inés Cornejo Portugal, UAM Cuajimalpa, México
Comentarista
Carmen de la Peza, UAM Xochimilco, México
Resumen
El presente simposio problematiza diversas prácticas metodológicas horizontales. Se trata de explorar por ejemplo la escritura en forma conjunta entre activistas y académicos, es decir como a través del diálogo es posible elaborar en un texto ambas visiones. Asímismo desde prácticas horizontales con jóvenes estudiantes de nivel medio superior y bachillerato de pueblos originarios de México, es posible mostrar la historia a partir de fotografías tomadas en diversos periodos durante los últimos veinte años por estos jóvenes.
Ponencias
Miércoles 7 de junio
9:00 – 11:00 am
11:00-1:00 pm
2:00 – 4:00 pm
Activismo y academia: trazando atajos entre distintas lenguas, culturas y visión de las cosas.
Patricia Fortuny Loret de Mola, CIESAS, México
Resumen:
En este texto relatamos la experiencia que tuvimos durante varios meses en 2015 y principios de 2016 en la elaboración de un capítulo que escribimos en forma conjunta con dos activistas de la Coalición de Trabajadores de Immokalee, o CIW por sus siglas en inglés. Se trata de un movimiento social de trabajadores agrícolas en el suroeste de Florida, Estados Unidos, que tiene como objetivo central mejorar sus condiciones laborales y de vida. Nos interesa resaltar cómo a través del diálogo que establecimos con los activistas y en el cual se hicieron presentes diferentes posturas, lenguajes y significados, logramos conjuntar en un texto nuestra visión e interés académico con aquella que refleja el significado de la lucha social desde la visión de los actores que participan en ella.
La reflexión de la Extrañeza como teoría y metodología hacia un acercamiento á diálogos transculturales. ¿un camino decolonial?
Cornelia Giebeler, Universidad de Ciencias Aplicadas, Bielefeld
Resumen:
La experiencia de la extrañeza como metodología para un acercamiento a la investigación horizontal del dar y recibir está basada en diferentes pensamientos teóricos sobre lo que es la “extrañeza”.
En esta ponencia se discute la experiencia de la extrañeza. Por un lado como la aplicación de un “fait total” del ser humano en la línea psicoanalítica y antropológica (Erdheim, Nadig, Mauss,Kristeva). Dentro de los acercamientos a los conceptos de educación inter- trans- e intraculturales, el diálogo aparece como método central para salir de la jerarquía del racismo, el clasismo y el género dentro del sistema mundo (Wallerstein) y poscolonial. Entre las metodologías investigativas como lo son la investigación acción, IAP (Lewin) y las investigaciones participativas (Fals Borda e.o.) se percibe una horizontalidad dentro de los actores que quisieran buscar caminos para salir de la producción de conocimientos poscoloniales (Hall, Spivak) y de la microfísica del poder (Foucault) para descolonizar el saber (Fanon, Sousa Santos, Castro-Gómez, Grosfuguel). Es en este ámbito de los discursos e instituciones científicas quisiera discutir un camino decolonial para reflexionar la extrañeza dentro del microcosmo de las investigaciones, encuentros y observaciones vis-a- vis. También voy a dar algunos ejemplos a partir de autoreflexiones de diarios y análisis de interacciones grupales.
Horizontalidad en la construcción de una historia visual wixarica
Sarah Corona Berkin, Universidad de Guadalajara, México
Resumen:
A partir de una práctica metodológica horizontal llevada a cabo durante 20 años con jóvenes de una secundaria Wixarica, se mostrará una historia de su visualidad a partir de las fotografías tomadas hace veinte años, hace diez y en 2016. Junto con los jóvenes se muestran los cambios en su producción fotográfica con relación a los cambios contextuales en las que tomaron dichas fotos. Se discutirá la metodología horizontal así como la construcción histórica resultante de la investigación conjunta.
Escritura académica y saberes tradicionales: Una experiencia en la redacción de trabajos recepcionales de estudiantes indígenas de la Universidad Pedagógica Nacional, Puebla México
Hernández Aguirre Gabriela, Universidad Pedagógica Nacional, México
Resumen:
Esta ponencia tiene el propósito de hablar sobre la experiencia de estudiantes-maestros universitarios al elaborar su trabajo recepcional para obtener el título de Licenciados en Educación Preescolar y Educación Primaria para el medio indígena. El grupo estuvo conformado por alumnos hablantes de la lengua Nigigua y Nahuátl de la región Puebla y Tlaxcala.
El problema que presentaban los alumnos fue un bajo nivel en sus habilidades de lecto-escritura. Sin embargo, por intereses personales de cada uno de ellos, optaron titularse por examen profesional. Para alcanzar la meta, se estableció un seminario de lectura y redacción en el cual no sólo a los alumnos se les enseño a contrastar y argumentar sus prácticas con la teoría de especialistas e investigadores reconocidos en el proceso enseñanza-aprendizaje, sino también a recuperar sus saberes y experiencias como maestros frente a grupo. Todo ello ligado a juegos y cantos tradicionales, al baile y al trabajo cooperativo de sus comunidades de origen.
El resultado de estos trabajos, fue que los alumnos aprendieron a sistematizar, citar y a redactar conforme a las normas establecidas institucional e internacionalmente, a pesar de las condiciones lingüísticas que presentaban por su lengua y condición sociocultural.
La producción de textos con estudiantes normalistas
Miguel Reyes Pérez, Escuela Normal Regional de la Montaña, México
Resumen:
Se trata de platicar nuestra experiencia en la publicación de libros en nuestra escuela normal que es una institución formadora de maestros interculturales bilingües en educación primaria y educación preescolar. Estos libros tratan sobre aspectos pedagógicos, políticos y sociales vistos desde la mirada de los estudiantes normalistas. Las experiencias son sobre tres libros publicados en diversos momentos de la historia de nuestra escuela y que a a vez es algo relevante porque en México las escuelas normales casi no producen textos y sobre todo que sean los estudiantes quienes son los principales escritores. Nuestros alumnos en su mayoría son hablantes de lenguas indígenas.
Construir conocimento en diálogo. La Ruta Puuc. Jóvenes y tecnologías en Yucatán.
Vicente Castellanos Cerda, Universidad Autónoma Metropolitana, Unidad Cuajimalpa, México
Resumen:
Reflexiono cómo hemos construido un objeto de su estudio, junto con su metodología y pertinencia teórica, en el trayecto propio de la investigación y las notas de un diario de campo que se da a manera de diálogo con mi colega la Dra. Inés Cornejo Portugal.
El punto de partida de esta reflexión es una concepción comunicativa del proceso de investigación que requiere cierta interacción horizontal en tres momentos: en las entrevistas colectivas con los jóvenes, en el ejercicio de escritura de su diario tecnológico y en el diálogo permanente con mi colega tras un día de trabajo en poblaciones del Sur de Yucatán.
Mi objetivo es dar cuenta de cómo una comprensión comunicativa puede derivar en una interacción horizontal entre quienes participamos en la generacion de conocimiento.
Metodologías horizontales y dialógicas y giros epistémicos en el conocimiento de lo joven e indígena contemporáneo
Maritza Urteaga Castro Pozo, Escuela Nacional de Antropología e Historia, México
Resumen:
Un sujeto emergente de las transformaciones socioculturales de fines del Siglo XX e inicios del XXI en México son las “juventudes indígenas” – sujeto de orígenes étnicos diversos - cuyas prácticas revelan ciertos rasgos como: un intenso desplazamiento geo cultural al interior y fuera del país; alta capacidad de agencia – mayor iniciativa y capacidad para organizar su vida; ingreso/acceso en muchos ámbitos de los que fueron excluidos durante la modernidad primera: educación superior, mercado, consumo, nuevos ámbitos laborales y flujos tecno informacionales. Las maneras translocalizadas con que acceden a estos últimos y su habitación en mundos plurales, permiten nuevas relaciones con los bienes culturales y otros fenómenos diaspóricos, imágenes, músicas y signos, utopías y reivindicaciones, con sus efectos de hibridación, mestizaje en sus producciones culturales y nuevas formas de relacionarse con las culturas parentales y “los otros”. Estos y otros hallazgos son producto de un profundo cambio epistémico en la forma de concebír lo étnico y lo juvenil desde la antropología y las ciencias sociales del siglo XX, a partir de la puesta en práctica por jóvenes investigadores de perspectivas etnográficas multisituadas, descentradas, colaborativas y horizontales entre antropólogos y sujetos de estudio. Abordaré el proceso de desontologización de lo joven y lo étnico desde una revisión metodológica de mi propia investigación y la de otros colegas, marcando los giros epistémicos que metodologías de análisis del sujeto horizontales y dialógicas han permitido al desplazar las representaciones elaboradas sobre la juventud y la indigeneidad por los estudios clásicos en antropología y las ciencias sociales.
Vivencias acadêmicas indígenas: desbravando novas formas e inserindo outras
Alceu Silva Karipuna, Universidade de Brasília, Brasil
Cosme Rite Xavante, Universidade de Brasília, Brasil
Creuza Prumkwyj Krahô, Universidade de Brasília, Brasil
Sílvia Guimarães, Universidade de Brasília, Brasil
Resumen:
Este trabalho pretende refletir sobre a experiência de ser indígena e estar na Universidade desbravando outro paradigma de conhecimento. Trata das vivências de indígenas, localizados no Brasil, Karipuna, Xavante e Krahô, sobre como o espaço acadêmico é reapropriado na busca por direitos territoriais, educacionais e sanitários. Pretende refletir também sobre a produção acadêmica indígena que esses pesquisadores se propõem.
La estructura de la diferencia y del odio: el discurso sobre la familia y el matrimonio igualitario, una interpelación desde la horizontalidad y la decolonialidad.
Victoria Isabela Corduneanu, Universidad Autónoma de la Ciudad de México, México
Resumen:
Esta ponencia presenta resultados de un proyecto de investigación sobre La Estructura de la Diferencia y el Odio, el cual se enfocó, en el 2016 sobre la idea y representación de familia que se hace durante el debate sobre el matrimonio igualitario. Este debate atrapó varios actores sociales, y bajó a la calle en forma de manifestaciones sociales, como las marchas organizadas por el Frente Nacional de la Familia en todo el país.
Se usaron dos estrategias metodológicas. La primera es la clásica estrategia vertical, la entrevista, la segunda es una estrategia de intervención sociocultural, en la cual aparece el elemento dialógico de la horizontalidad, pues los estudiantes involucrados en la primera etapa, tuvieron que desarrollar tácticas de intervenciones socioculturales con base en los resultados de la investigación, para interpelarse a sí mismos y también a otros actores sociales. La interpelación tenía como objetivo poner de manifiesto que los roles de género, así como la imagen de la familia “natural” o “normal” son solo naturalizaciones de relaciones sociales que tienen que ver con las estructuras de pensamiento de la modernidad colonial y la normatividad hetero-patriarcal. Aclaramos que, por decolonización entendemos modos de subjetivación que actúan en donde no se naturalizan las relaciones sociales de la colonialidad, en tanto la sumisión de género, de clase, étnica, social, racial y económica de la modernidad colonial.
¿Somos ajenos? Investigar la migración con jóvenes mayahablantes: entre la participación, el acompañamiento y la horizontalidad
Inés Cornejo Portugal, Universidad Autónoma Metropolitana, Unidad Cuajimalpa, México
Resumen:
En la ponencia me interrogo cómo, desde mi posición de investigadora social, establezco una relación de confianza y complicidad con los “otros” aquellos jóvenes que retornan a sus pueblos de origen después de establecerse, durante varios años, en San Francisco, California. De qué manera elaboro vínculos de acompañamiento con dichos jóvenes para el desarrollo de diversas investigaciones donde los procesos de migración, la estancia en el vecino país del norte y el retorno son los núcleos centrales del trabajo. Tal vez la continuidad, la permanencia, la confianza que se ha ido construyendo a través de constantes visitas, el compartir actividades cotidianas como las compras en el mercado de Oxkutzcab, los momentos de disfrute en las comidas o paseos en los distintos pueblos hayan posibilitado que ellos y yo no seamos ajenos.
Por otra parte, el vínculo desde nuestra condición de mujeres hizo posible la complicidad entre nosotras para platicar con sinceridad, los problemas emocionales, afectivos o de pareja. Cómo desde la posición de científica social se edifica una relación que supere las propias asimetrías del proceso de investigación entre los que “aparentemente” saben y los "otros", los entrevistados o informantes. Me pregunto, a través de los datos empíricos de mi propio trabajo, de qué manera generar las condiciones propicias para forjar “momentos horizontales” y crear conocimiento entre ellos y nosotros.
Así, doy cuenta cómo la migración a San Francisco, California, o Portland, Oregon, Estados Unidos, aparece para los jóvenes como una forma de alcanzar calidad de vida en la comunidad o pueblo de origen en el sur de Yucatán (Municipios de Oxkutzcab, Santa Elena y Dzan).
Lenguajes de saber
Angélica Angarita Serranom UDES, Colombia
Resumen:
El lenguaje como forma de expresión, de consenso social y como producto histórico-social representa un saber ser y un saber hacer. Este discurso es de la evaluación por competencias que rige la educación colombiana, pero que en las lógicas del sistema capitalista ha propiciado un saber reproducir hegemónico.
Sumada a esta problemática, los procesos de desplazamiento en Colombia han cambiado el paisaje demográfico que ha caracterizado el espacio escolar urbano. El flujo masivo de personas ha propiciado cambios en la convivencia, en los que se involucra el conflicto lingüístico. Nos referimos a códigos de lengua del español que son juzgados y jerarquizados de acuerdo a la determinación de un lenguaje hegemónico como forma correcta. En esta lógica, al cruzar la línea fronteriza de tolerancia de espacios lingüísticos se originan conflictos que subalternizan lenguas y cuerpos, propiciando relaciones de poder y colonialidad.
En esta reflexión, como parte de una investigación en curso, se presenta el estudio de caso de los choques lingüísticos que tienen lugar entre el estudiantado de la licenciatura en etnoeducación en la UNAD. La problematización se realiza a propósito de comprender el lenguaje como una alternativa de construcción de saber colectivo, por lo que se hace necesario un proceso de reflexión y descolonización sobre los pre-juicios que hay en el lenguaje para poder comprenderlo en relación a su saber. Para ello se presenta un modelo conceptual-metodológico en el que el lenguaje, en sus diferentes códigos de lengua, es base de las diversas formas de saber.
5. Procesos políticos frente a la implementación de la educación intercultural en América Latina
Jueves 8 de junio
9:00 – 11:00 am
11:00 - 1:00 pm
2:00 – 4:00 pm
Edificio: 02
Salón: 203
Coordinadores
Sergio Enrique Hernández Loeza, UNAM/ UCIRED, México
Adriana Serrudo, IDAES-UNSaM, Argentina
Comentaristas
Gunther Dietz, Universidad Veracruzana, México
Mariana Paladino, Facultad de Educación. Universidad Federal Fluminense, Brasil
Resumen:
En América Latina los pueblos indígenas han sido históricamente vistos como un problema a solucionar, inicialmente por la Corona española, y posteriormente por los nacientes estados nacionales. Aparejado a ello y a las estrategias de exterminio, genocidio y mestizaje derivadas de la colonia, los estados nacionales implementaron políticas de asimilación de los pueblos indígenas a la pretendida y moderna “ciudadanía” nacional.
El siglo XX dio inicio al indigenismo como política y proyecto de estado a través del cual se buscaba desindianizar a la población indígena; este proyecto contó con un importante papel de la antropología en cuanto a sus definiciones y propuestas de “modernización”. No obstante, a finales de la década de 1960 se desarrollaron fuertes críticas al indigenismo desde las nacientes organizaciones indígenas y también desde la academia, en especial en la antropología.
Derivado de estas discusiones, en la década de 1990 se instaló en la región la denominada Educación Intercultural Bilingüe (EIB) como opción ante la propuesta indigenista y de Educación Bilingüe ensayadas previamente. Es importante recalcar que los sentidos que se le asigna a la EIB varía según los actores y las regiones desde donde se enuncie, pero lo cierto es que es un concepto que se ha convertido en base para políticas públicas que, en tiempos de celebración de la diversidad cultural, se presentan como la solución a las demandas de los pueblos indígenas.
En este contexto, la propuesta de este Simposio es analizar y discutir la forma en que estos discursos y prácticas de la Educación Intercultural posibilitan planteos de un horizonte de convivencialidad, enfrentándose aún a procesos políticos enraizados en el pensamiento colonial que ve a los pueblos indígenas como problema. Nos interesa indagar sobre los sentidos y negociaciones políticas que se dan tanto en el ámbito del estado como de las organizaciones indígenas para la implementación de propuestas de EI.
Ponencias
Sesión I
Jueves 8 de junio
9:00 – 11:00 am
Grafías indígenas y logocentrismo educativo
Fernando Prada Ramírez
PROEIB Andes. Universidad Mayor de San Simón, Bolivia
Resumen:
Las demandas educativas de los pueblos indígenas han sufrido cambios cualitativos significativos en las recientes décadas. Del acceso a los sistemas educativos nacionales y la alfabetización como demandas centrales al estado en la segunda mitad del s. XX, se ha pasado en el s. XXI, al planteamiento político de la construcción de una educación propia y el diseño de currículos regionalizados en bases a conocimientos y tecnologías indígenas y su expresión en las propias categorías epistemológicas y simbólicas de sus lenguas originarias. Si bien esta demanda está claramente posicionada en el debate académico de universidades, organizaciones indígenas y ministerios, las dificultades surgen cuando se consideran las prácticas de aula y el trabajo concreto con estos conocimientos en la realidad compleja y multicultural de las escuelas.
Analizaré cómo los saberes y tecnologías indígenas se expresan en las estructuras epistemológicas de culturas que tienen otros sistemas gráficos para expresar y fijar materialmente sentidos sociales y hacerlos disponibles en el tiempo. Propongo el análisis de los procesos de diversificación curricular en contextos culturales y lingüísticos concretos y trabajar imaginativamente, más allá del logocentrismo dominante, con lenguajes gráficos y simbólicos propios de las culturas indígenas que ayudará al desarrollo de las lenguas indígenas y su educación propia. El trabajo analizará los sistemas de notación de pensamientos por medio de pictogramas, tatuajes, tejidos, petroglifos y otras grafías características de las culturas amazónicas de Bolivia de los tsimane, mosetenes y takanas y cómo estos campos simbólicos se hallan inmersos en ámbitos políticos que involucran el quehacer educativo.
Algunos caminos de la educación propia en los procesos organizativos indígenas.
Santiago Andrés Gutiérrez Sánchez, Asesor académico para el Cabildo Indígena de Jambaló, Colombia. Grupo de Estudio de Antropología de la Educación e Infancia, Pontificia Universidad Javeriana, Colombia
Resumen:
En Colombia, las organizaciones indígenas le exigieron al gobierno y a la sociedad nacional el cambio del modelo educativo en los territorios indígenas, presionando la legitimidad de la educación intercultural bilingüe o educación propia por parte del Estado. Tras el reconocimiento de los derechos étnicos con la Constitución de 1991, la etnoeducación se convierte en una bandera de las políticas estatales, obligando a las entidades y programas a concertar con las organizaciones indígenas la educación en sus territorios. Actualmente algunas organizaciones indígenas plantean la implementación del Sistema Educativo Indígena Propio (SEIP), que comprende la organización y administración de la educación en territorios indígenas. La ponencia busca acercarse al lugar que tiene la educación en la multiplicidad de propósitos y procesos que hay entre las organizaciones indígenas del Cauca, Colombia. Para ello se retoma la investigación realizada por el autor en el Programa de Educación del Consejo Territorial de Autoridades Indígenas del Oriente Cauca; al igual que la experiencia de algunos cabildos y organizaciones indígenas del Norte del Cauca. Colocando sobre la mesa la idea según la cual, la educación propia o educación intercultural bilingüe que trazan las organizaciones indígenas andinas (re)construye y legitima ante el Estado procesos étnicos que ponen en discusión la manera de reconocer la diversidad, el tipo de relaciones entre pueblos indígenas, como también objetivos y procedimientos de la educación formal y no formal.
Retos de la Educación Propia Bilingüe e Intercultural para los pueblos indígenas en Colombia: la experiencia del Consejo Regional Indígena del Cauca.
Graciela Bolaños, Consejo Regional Indígena del Cauca, Colombia
Resumen:
El Consejo Regional Indígena del Cauca-CRIC es una organización pionera en las luchas de reivindicación étnica en Colombia. Desde hace más de 40 años viene construyendo una propuesta educativa estrechamente ligada a su proyecto político-cultural y a los proyectos y/o planes de vida de cada pueblo indígena. Esta educación se caracteriza por ser comunitaria, bilingüe e intercultural en sus lineamientos básicos. Desde entonces hemos avanzado en la consolidación del Sistema Educativo Indígena Propio e Intercultural, y en ese marco, en el fortalecimiento de la Universidad Autónoma Indígena e Intercultural-UAIIN.
La viabilidad tanto del proceso educativo CRIC como de la UAIIN se sustenta en las experiencias, interés y compromiso de las comunidades y organizaciones que la impulsan. Apuesta a un desarrollo local y regional que haga efectiva y funcional la construcción de autonomía social y cultural, entendida como la capacidad política y técnica para proponer proyectos de bienestar para los pueblos y luchar en función de ellos. Desde sus inicios, el proceso educativo se viene realizando mediante la formación de niños, niñas, familias, líderes, así como de maestros, promotores de salud, multiplicadores organizativos, agentes de producción, comunicadores, decenas de personas encargadas de dinamizar, defender y apoyar los procesos comunitarios. Estas dinámicas formativas caracterizan por retomar los espacios escolarizados y los no escolarizados, partir de las expectativas y potencialidades comunitarias, desarrollar métodos, técnicas, y en general, un modelo que conjuga la sabiduría de nuestros pueblos con los conocimientos de otras culturas. En este sentido esta ponencia hace un recorrido del proceso educativo en sus aspectos fundamentales para detenernos en la revisión de algunos elementos que inciden de manera significativa en el replanteamiento de un enfoque centrado en el ejercicio de la autonomía y el fortalecimiento de la cultura como condición de participación activa en los procesos de gobernabilidad y democracia.
Investigación propia en el Consejo Regional Indígena del Cauca: tensiones y desafíos.
Libia Tattay Bolaños
Inependiente, Colombia
Resumen:
Esta ponencia surge a partir del acompañamiento al Programa de Educación Bilingüe e Intercultural y a la Universidad Autónoma Indígena e Intercutural-UAIIN del Consejo Regional Indígena del Cauca-CRIC. Aborda las prácticas de investigación “propia” en un contexto marcado por tensiones políticas y epistemológicas al interior de un movimiento indígena bien organizado y muy reflexivo. La investigación aquí hace parte de una propuesta de carácter político denominada “educación propia” que surge en el propio seno de la organización y es desde allí desde donde analizo los alcances y autonomías de estás dinámicas investigativas, buscando entender cómo se incorporan los “saberes” y lógicas propias de los pueblos indígenas en diálogo o tensión con lógicas académicas o institucionales, que con frecuencia se imponen a las lógicas de conocimiento de los pueblos indígenas. Adicionalmente en el contexto del CRIC es fundamental identificar cómo las luchas indígenas han rescatado, en unos casos, y configurado en otros, nuevos conocimientos que se incorporan a la identidad de los pueblos y las organizaciones. Hacer educación propia e investigación propia no es únicamente una recuperación de lo ancestral, significa además identificar y reconocer cómo se construyen formas de conocimiento de acuerdo a realidades y apuestas políticas particulares históricamente situadas. En este sentido es importante preguntarse ¿Cuál es el aporte de este enfoque de investigación a la reflexión conceptual sobre el conocimiento indígena y cómo alimenta las diferentes estrategias en relación al desarrollo político- organizativo?¿Cómo se construye conocimiento desde enfoques y contenidos interculturales en una propuesta que tiene un horizonte eminentemente político?
Sesión II
Jueves 8 de junio
11:00 - 1:00 pm
La lucha por una educación propia. Problemas, desafíos y perspectivas de la educación intercultural bilingüe en el Ecuador
Armando Muyolema
Universidad de Wisconsin, Estados Unidos
Resumen:
En este trabajo se realiza un balance de la educación intercultural bilingüe (EIB) en el Ecuador dentro del último periodo democrático (1979-2016). El estudio considera tres momentos en la institucionalización estatal de la EIB en el país. El primero enfocada en la formación docente a través de la creación de los institutos pedagógicos bilingües. El segundo momento analiza la creación y los avatares de la Dirección nacional de Educación Indígena, DINEIB. Por último, se aborda la EIB en el contexto de la “revolución ciudadana”. En el marco de las relaciones pueblos indígenas y estado nacional, se analiza como la demanda de una “educación propia” se materializó en el proyecto de EIB, cuáles han sido sus problemas, sus desafíos y sus logros. Desde el punto de vista teórico y práctico, el trabajo explora cómo se han articulado las políticas lingüísticas, las epistemologías andinas (los “saberes ancestrales”) y la interculturalidad en el diseño curricular, en la producción de recursos educativo, en la formación docente, en las formas institucionales y de gestión, la participación comunitaria y los universos normativos, destacando cómo las visiones cambiantes de los discursos estatales han afectado a la EIB como un proyecto educativo alternativo. El estudio concluye proponiendo la necesidad de reinventar la EIB hacia el siglo XXI.
La educación y/en las lenguas indígenas en Bolivia: Avances y retrocesos en la época de Evo
Bret Gustafson
Washington University in St. Louis, Estados Unidos
Resumen:
La Educación Intercultural Bilingüe (EIB) apareció en Bolivia como una respuesta coyuntural a una demanda histórica de los pueblos indígenas: para una educación descolonizadora, creada y controlada por y para los pueblos, hacia la liberación social y política, y dedicada no a destruir sino a hacer revivir los saberes y las lenguas de los pueblos. Sin embargo, la EIB se tropezó con un sinfín de retos dado su nacimiento en el contexto de una reforma neoliberal y la oposición de bastantes fuerzas políticas. Con la elección de Evo Morales, se esperaba su reorientación política y su profundización instituciónonal, por lo que resulta pertinente preguntarse qué ha pasado con la educación –ahora llamada intracultural intercultural y plurilingüe (EIIP)- luego de diez años del gobierno de Evo Morales. Por un lado, se han creado aún más institutos de promoción lingüística y cultural, y al parecer, se cuenta con una base sólida de apoyo político. Por otro lado, ¿cómo ha cambiado la escuela y el aula? ¿Se ha avanzado en la descolonización de la escuela y el revivir de las lenguas y los saberes? Esta ponencia reflexiona sobre el momento político-educativo actual e intenta identificar las nuevas articulaciones políticas que tanto favorecen, como obstaculizan, la transformación hacia el futuro.
Educación Superior Indígena como herramienta de descolonización: comparando experiencias del Sur (Ecuador) y del Norte (Estados Unidos)
Marie-Eve Drouin-Gagné
Estudiante de doctorado, departamento de Sociología y Antropología, Universidad Concordia, Canadá
Resumen:
La ponencia se enfocará en el rol de la educación superior Indígena en la posible descolonización de las sociedades y los estados-naciones nacidos del colonialismo Europeo en las Américas, tomando en cuenta el papel que la educación ha jugado en los procesos de dominación de los Pueblos Indígenas y sus territorios en las Américas. Con base en un trabajo de campo con organizaciones Indígenas implicadas en la creación de la Universidad Intercultural de las Naciones y Pueblos Indígenas Amawtay Wasi en Ecuador, con departamentos de Estudios Indígenas y con Universidades Indígenas en Montana y Arizona, Estados Unidos, se comparará las estrategias de comunidades y organizaciones Indígenas en educación superior. El objetivo es entender los modelos educativos propuestos y la articulación de proyectos políticos y epistemológicos como herramientas de descolonización. Los dos cuestionamiento centrales de los que se parte son: ¿qué sociedades y qué estados se están proponiendo y construyendo con base en estos proyectos?, y ¿cuáles son las tensiones que encuentran en las sociedades y estados-naciones en los cuales se desempeñan? Respondiendo a estas preguntas, lo que se considera son los impactos concretos de la educación superior Indígena, en cuanto a la transformación de las sociedades y los estados de los cuales forman parte. La comparación entre países de Norte y del Sur de América permite desarrollar un cuadro más claro de lo que significa colonización y descolonización en el contexto de las Américas, y cómo la educación superior puede participar de estos procesos.
Culturas políticas y Universidades Interculturales en México
Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM)
Sergio Enrique Hernández Loeza
Resumen:
La ponencia presenta una reflexión sobre la forma en que los procesos de creación de las Universidades Interculturales en México se ven cruzados por las culturas políticas locales y nacionales. En primera instancia me remito a la herencia indigenista del estado mexicano y la emergencia de un neoindigenismo de estado a principios del siglo XXI, para posteriormente ejemplificar cómo las culturas políticas de cada estado han influido en los procesos de creación y el devenir de las universidades interculturales. En este sentido, sostengo que el análisis de Instituciones interculturales de Educación Superior (IIES) se debe centrar no sólo en sus dimensiones epistemológicas y pedagógicas, sino también en los factores políticos que condicionan un tipo de interculturalidad posible y realizable.
En el caso mexicano el entendimiento oficial de la interculturalidad responde a una estrategia para mantener el corporativismo y clientelismo de estado, a través de la celebración y visibilización de la diversidad cultural, pero sin transformar las estructuras de dominación política y económica. Esta situación se vincula además con la forma en que las culturas políticas locales y regionales interfieren en la toma de decisiones dentro de las universidades, mismas que finalmente han llevado a que estas instituciones se conviertan en instrumentos políticos de los gobernadores y dejen en segundo término la puesta en práctica de estrategias que lleven a construir procesos educativos emancipadores.
Sesión III
Jueves 8 de junio
2:00 – 4:00 pm
Imposibilidades y potencialidades de la Educación Superior Intercultural en escenarios de conflicto: el caso del Estado de Guerrero (México)
Paola Andrea Vargas Moreno
Programa de Posgrado en Ciencias Políticas y Sociales. Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM), México
Resumen:
Desde finales de los ochenta la interculturalidad se ha venido consolidando como modelo hegemónico de administración de la diferencia, proyecto que supondría el reconocimiento de conocimientos, historias y valores propios (de poblaciones indígenas) en un diálogo horizontal con la cultura nacional (no indígena). El modelo intercultural supone una educación ya no para los indígenas si no desde y con los indígenas, en donde comunidades y organizaciones participen activamente por la transformación de las realidades locales; no obstante, estas suposiciones se encuentran con una realidad compleja en donde las definiciones y los contenidos sobre el ser y el quehacer de la interculturalidad se disputan entre las políticas públicas del Estado y los proyectos e intereses de comunidades y organizaciones indígenas. Este escenario de disputa se complejiza aún más cuando los territorios en donde se materializan las apuestas de uno y otro sector, se caracterizan por ser territorios en conflicto entre Estado, partidos políticos, guerrillas locales, narcotráfico y formas de justicia propia y comunitaria, como sucede en el caso del Estado de Guerrero, México. Así, la presente ponencia buscará explicar cómo se materializan proyectos de Educación Superior Intercultural colocando como variable de análisis la relación de las experiencias con el contexto de violencia local, teniendo en cuenta las trayectorias de la Universidad Intercultural de los Pueblos del Sur (UNISUR), experiencia sin reconocimiento estatal, y la Universidad Intercultural del Estado de Guerrero (UIEG), institución parte del sistema nacional de Universidades Interculturales.
El aseguramiento de la calidad y la Universidad Veracruzana Intercultural. Pasos colaborativos para la construcción de una evaluación pertinente de la calidad de la Universidad Intercultural
Inés Olivera Rodríguez
UNAM, México
Resumen:
La investigación que presento se propone aportar a la construcción de indicadores de evaluación y acreditación para las Universidades Interculturales mexicanas (UIs) a partir de un trabajo etnográfico que toma como caso de reflexión y discusión la evaluación de los Comités Interinstitucionales de Evaluación de la Educación Superior (CIEES) a dos de las sedes de la Universidad Veracruzana Intercultural (UVI). Se trata de una investigación antropológica situada en el campo de la antropología de las políticas públicas (Shore y Wright, 1997). Metodológicamente este trabajo acompaña y participa en los procesos de evaluación de la Licenciatura en Gestión Intercultural para el Desarrollo (LGID), que ofrece la UVI, en las sedes Selvas y Grandes Montañas.
Con esta finalidad esta investigación centraliza la problemática de cómo lograr que los procesos de evaluación universitaria sean capaces de garantizar la calidad en las UIs, sin convertirse en herramienta de desprestigio y desactivación de las mismas, como ocurriera en el Ecuador. Es decir, cómo lograr que estas evaluaciones partan de nociones propias y explícitas de calidad educativa que sean coherentes con modelos interculturales.
Un elemento central en esta discusión, que permite la desnaturalización de la llamada calidad educativa, es que los criterios de evaluación son construidos a partir del objetivo, no explícito, del aporte de la universidad al desarrollo dando respuesta al mercado laboral. Sostengo, que estos elementos se han perfilado históricamente como los justificantes de la educación formal, aunque han perdido su relevancia social al cambiar el modelo de acumulación en el cual surgió.
“Procesos organizativos entre educadores indígenas. El caso de los guaraníes en el Departamento San Martín, Argentina”
Maria Eugenia Flores
Instituto de Ciencias Sociales y Humanidades Consejo de Investigación de la Universidad Nacional de Salta (ICSOH-CONICET-CIUNSa), Argentina
Ana Victoria Casimiro Córdoba
Instituto de Ciencias Sociales y Humanidades Consejo de Investigación de la Universidad Nacional de Salta (ICSOH-CONICET-CIUNSa), Argentina
Resumen:
Esta ponencia reflexiona sobre las condiciones precarias de la aplicabilidad de la EIB en Argentina, y particularmente en el Dpto San Martin de la Provincia de Salta. Es allí donde la autogestión se presenta como una herramienta colectiva de participación, intercambio y empoderamiento de los pueblos indígenas y particularmente de los maestros bilingües guaraníes. A lo largo de dos décadas de implementación de la EIB en la provincia, se han venido desarrollando experiencias de autogestión individuales y grupales que permitieron “parchar” las falencias del sistema. Sin embargo, éstas se han desarrollado de manera atomizada y con escasa continuidad en el tiempo.
En el presente trabajo analizamos y describimos el caso de un grupo de maestros bilingües guaraníes autoconvocados,que comenzaron a gestar estrategias colectivas orientadas a la gestión de organizaciones intermedias autónomas con el objeto de canalizar las problemáticas y propuestas hacia el Estado provincial y nacional.
Desde una perspectiva etnográfica, nos proponemos a) realizar un diagnóstico del guaraní hablado en las comunidades, enfocando en su rol como marcador identitario y en los procesos recientes de reconfiguración étnica; b) historizar las experiencias de autogestión individual y grupal desarrolladas en la zona, incluyendo algunos proyectos de extensión e investigación universitaria, c) describir y analizar el primer taller (Lengua, Cultura y Escuela. La perspectiva de los maestros bilingües del Dpto San Martin, Salta) llevado a cabo en una comunidad guaraní, donde se realizaron actividades que generaron un insight en la reflexión de su práctica docente cotidiana.
Docencia indígena en Argentina: procesos y reapropiaciones en el contexto argentino del siglo XXI
Adriana Serrudo
IDAES-UNSAM, Argentina
Resumen:
A mediados de la década de 1980, en plena apertura democrática en Argentina, comenzaron a desarrollarse, en escuelas con población indígena de las provincias de Chaco, Formosa y Salta, al norte del país, las primeras experiencias de incorporación de una figura que acompañaba a los docentes no indígenas en las aulas con el fin de oficiar de traductores y/o mediadores en la relación comunicativa y educativa entre niños/as y docentes.
Esta incorporación se llevó adelante de modos diversos ya que en cada provincia se fueron configurando respuestas, tanto políticas como específicamente educativas, a las demandas de organizaciones y agentes indígenas involucrados que implicaron distintos modos de articulación y negociación . De este modo, las configuraciones provinciales en torno a las relaciones establecidas con sus comunidades y los representantes indígenas fueron imprimiendo las características que asumiría en cada caso la presencia indígena en las escuelas y sus posibilidades de formación y legitimación pedagógica.
Los casos de las provincias de Chaco y Salta presentan inicialmente condiciones diferentes en cuanto a discusiones y posicionamientos frente a esta cuestión, es por ello que en esta presentación tomo estos casos para dar cuenta de las transformaciones y debates que acompañaron los desarrollos que tuvo la cuestión en el país y que vienen ocurriendo desde inicios del siglo XXI en la intersección de la educación intercultural bilingüe como opción educativa y demanda indígena y la formación docente específicamente destinada u orientada a la población indígena.
6. Pueblos Indígenas e Interculturalidad: Diálogos Interdisciplinarios en América Latina Contemporánea
Jueves 8 de junio
9:00 – 11:00 am
11:00 - 1:00 pm
2:00 – 4:00 pm
Edificio: 67
Salón: 506
Coordinadores
Walmir Pereira, UNISINOS/CEPI, Brasil
Elisabeth Buenabad, BUAP, México
Comentarista
Walmir Pereira, UNISINOS/CEPI, Brasil
Elisabeth Buenabad, BUAP, México
Resumen:
En el contexto del V Congreso de la Asociación Latinoamericana de Antropología Políticas de los conocimientos y de las prácticas antropológicas en América Latina y el Caribe presentamos el presente simposio con el objetivo de reunir investigadores indígenas y no indígenas de diferentes espacios institucionales y Estados nacionales latino americanos en torno a la problemática de la interculturalidad, abordada a partir de una perspectiva cognitiva, epistémica y política de naturaleza interdisciplinaria.
Contemporáneamente los programas de etnoeducación, de educación intercultural bilíngue (EIB), de educación indígena (EI), de justicia consuetudinaria, de salud intercultural, de seguridad alimentaria y las manifestaciones de ser los relatores de su propia historia, entre otros tópicos relevantes, constituyen ejemplos de los planteamientos interculturales que se vienen conformando al interior de los movimientos y organizaciones indígenas latinoamericanos en torno de las experiencias y significaciones de la interculturalidad en cuanto contacto e intercambio entre culturas.
En esos términos, nuestro simposio tiene por objetivo continuar profundizando el debate y conocimientos sobre las dinámicas interculturales en ámbitos educativos y sanitarios latino americanos, focalizando diferentes aspectos de sus manifestaciones según espacios sociales y coyunturas históricas determinadas. Por ello, pretendemos problematizar el significado inscrito, tanto para los agentes y agencias del mundo occidental moderno como para las alteridades indígenas latino americanas, sobre las políticas públicas oficiales y experiencias alternativas contemporáneas en el mundo globalizado que hacen uso de la interculturalidad.
Ponencias
Sesión I
Jueves 8 de junio
9:00 – 11:00 am
La relación universidad y comunidad indígena. Si el mundo cambia, la investigación en ciencias antropológicas también
Antonio Carrillo Avelar , UNAM – UPN, México
Luciana de Oliveira Dias, UFG, Brasil
José Guadalupe Mayo Rosado, UNAM, México
Resumen:
El presente trabajo se enmarca en un proyecto interinstitucional entre la UNAM y la UFG que recuperar las prácticas de construcción social del conocimiento en las comunidades indígenas, en el contexto de la producción de la investigación en ciencias antropológicas.El trabajo muestra como un grupo de alumnos y docentes, abocados a promover vínculos con otras universidades y escuelas interculturales y bilingües en el Estado de Oaxaca, México del nivel de educación primaria y normal están interesados en promover una nueva cultura de la investigación a través de recuperar principios de la teoría de la complejidad que propone (Morín,1999) y el enfoque sociocultural denominado comunidad de práctica (Wenger, 2010) los cuales sirven de soporte teórico a su propuesta de intervención. La Teoría de la complejidad como una nueva propuesta epistémica busca romper la forma tradicional de construir el conocimiento en las universidades y el enfoque denominado comunidades de práctica que pretende redefinir como los grupos sociales constituidos con el propósito de construir un conocimiento especializado, a partir de compartir experiencias de aprendizajes significativos basados en la reflexión compartida sobre una problemática específica, es posible replantear la forma de investigar y en consecuencia repensar la relación de la universidad con las comunidades indígenas.
En otras palabras este trabajo busca mostrar con datos empíricos proporcionados por sus investigadores en formación, cómo se puede repensar la cultura académica instituida en las universidades y cómo trabajando académicamente de otra manera se puede tener nuevos significados, a través de revalorar la forma en como construyen el conocimiento en las universidades y por lo tanto, es posible replantear sus fines, su estructura, sus formas de conocer, sus maneras de interrogar la realidad entre otros.
Trayectancias de indígenas en la Universidad ¿Es posible practicar un enfoque intercultural?
Ruth Belinda Bustos Córdova, Universidad Pedagógica Nacional Unidad 171, México
Claudia Hypatia Pineda Villalobos, Universidad Pedagógica Nacional Unidad 171, México
Resumen:
Los jóvenes indígenas que migran migrantes a los estados del centro de México se enfrentan al desafío de educarse formalmente y romper el círculo de vulnerabilidad que experimentan sus familias. Entre los obstáculos que viven para ello está la permanente de migración, pobreza, discriminación y atención poco pertinente en las instituciones educativas. La mayoría de los indígenas son analfabetas o truncan su educación en el nivel básico y pocos ingresan a la Universidad.
La presente investigación es un estudio de casos con el objetivo de reconstruir las historias de vida de indígenas migrantes que se formaron como docentes en la Licenciatura en Educación Preescolar y Licenciatura en Educación Primaria para el Medio Indígena y/o la Maestría en Pedagogía de la Diferencia e Interculturalidad, en la Universidad Pedagógica Nacional (Morelos, México) a fin de identificar los factores que permitieron u obstaculizaron su trayectancia (Bernard, 2006) y los procesos de escolarización. Es ahí donde las políticas de educación indígena se materializan en prácticas vividas que van desde la castellanización hasta la adopción de un enfoque sobre la interculturalidad, que muchas veces se queda en el plano discursivo, en el ámbito universitario.
La investigación cualitativa, mediante entrevistas con guía no estandarizada tuvo como resultado que: paradójicamente el fenómeno migratorio es una posibilidad para cambiar la condición de existencia de los informantes . Además, los procesos formativos tienen como efecto que los sujetos adopten una identidad asumida o reconstruyan una identidad para sí (Dubar, 2000) lo que modifica su práctica docente con niños indígenas.
La herencia del eurocentrismo en los saberes indígenas. Reflexiones para una educación intercultural en México
Elizabeth Martínez Buenabad, Benemérita Universidad Autónoma de Puebla, México
Resumen:
El objetivo central de la presente ponencia hará referencia a dos puntos, el primero analizar las falacias del eurocentrismo y sus impactos negativos en poblaciones de América Latina, para ello nos apoyaremos en Dusell (2000) quien define la "falacia desarrollista del eurocentrismo" como un proceso de modernización hegemónico. Esto es posible cuando éticamente se descubre “la dignidad del Otro (de la otra cultura, del otro sexo, de los otros conocimientos); cuando se declara inocente a las víctimas desde la afirmación de su alteridad como identidad en la exterioridad como personas que han sido negadas por la modernidad y la cientificidad” (Dussell, 2000: 246).
El otro eje de mi trabajo documentará una serie de contradicciones entre lo que presuntamente ofrece y garantiza una política oficialista para preservar y respetar conocimientos culturales indígenas pero que a partir de sus prácticas cotidianas se descalifican y por tanto esa intención de articular saberes y conocimientos occidentales con indígenas quedan al margen de toda currícula y programas oficiales en educación.
Educación intercultural bilingüe ¿Régimen educativo o cátedra de aulala?
Kerli Chiquinquirá Moreno Mercado, Universidad del Zulia, Venezuela
Zaidy Josefina Fernández Soto, Universidad del Zulia, Venezuela
Resumen:
Esta investigación etnográfica, desde la perspectiva de la antropología de la educación, busca describir las relaciones que se establecen entre los actores del proceso de educativo formal (alumnos- docentes- director- representantes) de la Escuela Creación Yukpa, ubicada en una comunidad urbana indígena yukpa. Las consideraciones teóricas están sustentadas en Moreno (2010), Geertz (2005), Monsonyi (2006), González Ñañez (2014), entre otros; y abarcan por un lado nociones referidas a la cultura, identidad, sistemas de transmisión del saber; y por el otro relaciones interétnicas, cambio cultural e interculturalidad. Los aspectos metodológicos guiados por el método etnográfico y los procedimientos de trabajo de campo. Los resultados evidencian que las políticas educativas del municipio y del país, no son coherentes con las realidad que se presentan en las escuelas, además las mismas no contribuye a la construcción y/o mantenimiento del núcleo de cultura autónoma en los habitantes yukpa de esta comunidad, ya que los contenidos y estrategias pedagógicas que se desarrollan son coherentes con la sociedad criolla, y solo cuentan con unos 45 minutos de clases de EIB, donde se trabaja el idioma como segunda lengua y se entona el himno nacional en yukpa, una vez por semana, no se incluyen oficialmente contenidos pertenecientes a la cultura de este pueblo indígena; por el contrario las temáticas sobre la condición interétnica de los miembros del colectivo escolar no son abordadas como relevantes en la planificación escolar.
Palabras Claves: Interculturalidad, Educación, Indígenas Urbanos.
Sesión II
Jueves 8 de junio
11:00 - 1:00 pm
Diálogos interculturais: a educação escolar indígena do povo kiriri do município de Banzaê – Bahia
Jucimar Pereira dos Santos, UNISINOS - São Leopoldo – RS, Brasil
Resumen:
As lutas do Povo Indígena Kiriri do Município de Banzaê, região do Semiárido Norte da Bahia por uma educação escolar indígena específica e diferenciada, dialogando com outras experiências educacionais indígenas e não indígenas, tem apresentado como grande desafio o diálogo intercultural numa perspectiva crítica. A forma como professores e professoras indígenas Kiriri juntamente com as suas lideranças (Caciques, Pajés e Conselheiros/as) revisitam a sua cultura ancestral buscando desta forma uma relação com os processos educativos numa relação entre educação indígena e educação escolar indígena, educação comunitária e cosmologia Kiriri. O presente trabalho procura narrar essas trajetórias, mais precisamente no período de 1998 a 2013, trazendo reflexões dos próprios professores indígenas kiriri acerca de suas experiências educacionais, as estratégias de luta e os enfrentamentos destes professores indígenas com os órgãos oficiais do Estado responsáveis pela Educação mas que não tem respeitado o que as leis vigentes no País tem assegurado aos povos indígenas uma educação escolar indígena diferenciada de fato, que vai desde a organização e materialização do Currículo, práticas pedagógicas, calendários diferenciados e diários escolares.
Palavras chave: educação escolar indígena; interculturalidade; direitos
Kerep õwã apika: a educação Karitiana antes da criação da escola
Edelaine Karitiana, Universidade Federal de Rondônia, Brasil
Gicele Sucupira , Universidade Federal de Rondônia, Brasil
Resumen:
Este trabalho foi construído a partir de entrevistas sobre a educação tradicional realizadas com 5 pessoas mais velhas do povo Karitiana. Os Karitiana são falantes da língua tupi arikém e vivem no estado de Rondônia, na região Amazônica. Kerep significa antes, õwã criança e Aopika conselho. É por meio do conselho que acontecia a educação do povo Karitiana.Havia conselhos para meninos, como cuidar da irmã, e para meninas, como não chegar perto de homem, fazer chicha e algodão para o irmão. No conselho, se aprendia a conhecer a família, com quem ia trocar favores, principalmente, a comida. Durante os conselhos aprendia o que podia ou não fazer. Eram a mãe, o pai e os mais velhos que davam o conselho. Precisava ser uma pessoa que fazia apenas coisas boas. As pessoas mais velhas usaram outra palavras além de aopika para falar sobre educação traducional:'.bysikna' para dizer memória, educar, conversar, lembrar para pessoa e dar respeito, 2. hotam kajã, que significa respeito,3. osa, pypyt, que significa saber , 4.pypydnipa que quer dizer ensino e, por fim, a palavra 5.yiki, para falar de educação e cultura porque significa algo que a gente era..Além do conselho, o aprendizado acontece por meio do castigo, que para os meninos é passar osiip (abelha) pelo corpo e para as meninas é fazer meryrã(cesto). Por fim, o trabalho também apresenta as críticas dos mais velhos sobre a escola atual.
La influencia de la Educación Intercultural Bilingüe (EIB) en la formación étnica shipibo en las niñas y niños de la escuela primaria de la comunidad Bena Jema en Tingo María.
Jorge Manuel Quispe Díaz, Pontificia Universidad Católica del Perú, Perú
Resumen:
La investigación se centra en la primera escuela intercultural bilingüe urbana del Perú fuera de territorio indígena IEN primaria 33469 de Bena Jema,Tingo María, la cual es unidocente y multigrado. Por ello, interesa estudiar cómo las identidades, sus formaciones y sus reconocimientos, juegan un papel central en la socialización, en particular, las vulnerabilidades o invulnerabilidades, sociales, culturales y políticas con que los niños y niñas lidian durante su desarrollo escolar primario y cómo la formación y reconocimiento identitario influyen en esos procesos. Se busca comprender la formación étnica a través de la enseñanza y de la cotidianidad escolar, influida por EIB e interacciones con identidades diversas urbanas. Así, respetando las normas éticas del trabajo antropológico, se diseña este estudio cualitativo en el que se analicen e identifiquen cómo y en qué dimensiones la EIB influye en la formación shipibo de niñas y niños de la escuela. Se estudiarán los seis grados de primaria usando los métodos propios de la etnografía escolar para profundizar la manera cómo se estructura y aplica la EIB; de qué formas se aplican el bilingüismo e interculturalidad; y cómo influyen en la etnicidad, contrastando con las percepciones de las familias. Enconsecuencia, se busca comprender la problemática de formación étnica, evaluar y analizar cómo funciona en este caso particular la EIB.
Educación Intercultural Bilingüe en comunidades indígenas pewenche.
Dafne Taroppio , Universidad Santo Tomás, Chile
Felipe Alveal, Chile
Resumen:
La presente ponencia consideró la identidad étnica en la Educación Intercultural Bilingüe (EIB) implementada en un contexto indígena, específicamente en las comunidades Pewenche de la comuna de Alto Biobío, Chile. Este trabajo articula los aportes de los estudios antropológicos con los educacionales, con un enfoque cualitativo de investigación, y el abordaje etnográfico como eje central.
Es factible detectar que en el diseño, realización y retroalimentación de los programas de EIB no se considera la identidad étnica de los estudiantes ni familias; generando que los programas de EIB no sean pertinentes al contexto donde se implementan. Se concluye que si las políticas educacionales como la EIB quieren generar prácticas integradoras en los espacios escolares deben partir del conocimiento de la desarticulación y los conflictos que se generan entre las comunidades indígena y el resto de la población. El desafío consiste en entender cómo se puede articular a través del diálogo, la diferencia y la igualdad para dar lugar a una sociedad intercultural.
Sesión III
Jueves 8 de junio
2:00 – 4:00 pm
Interculturalidade na saúde indígena: impacto do mapeamento dos determinantes sociais na organização do sistema de saúde
Denise Bueno, UFRGS, Brasil
Resumen:
Os modelos explicativos utilizados para analisar as relações entre a forma como se organiza e se desenvolve uma determinada sociedade e a situação de saúde de sua população permitem identificar pontos para intervenções políticas para minimizar o que chamamos de determinantes sociais em saúde. A identificação da forma como estes determinantes se manifestam na interpretação da equipe de saúde deve respeitar uma interação horizontal e sinérgica, que podemos denominar como interculturalidade no fazer saúde. O objetivo deste estudo foi analisar relatos de farmacêuticos que atuam na saúde indígena no Brasil relacionados aos determinantes sociais em saúde, sua relação com o território, historicidade e marcos de legislação. A metodologia utilizada foi a de relato do cotidiano das iniquidades sociais dos indígenas vivenciadas por cada participante do estudo, bem como a relação da realidade indígena cotidiana com os conceitos de gradiente social, risco social e estrato social. Foram representados os determinantes sociais de cada equipe de saúde obedecendo o modelo proposto, de Dahlgren e Whitehead . Participaram da pesquisa 145 farmacêuticos. Os resultados destes relatos foram compilados na forma de mapeamento de fragilidades e potencialidades da saúde indígena relacionando o território e as ferramentas de saúde disponibilizadas no sistema de saúde vigente. Como debate conceitual foi possível descrever a partir deste estudo que diálogos interdisciplinares, interprofissionais podem contribuir na organização do sistema de saúde indígena, trabalhando a interculturalidade dos povos originários.
Processos de saúde indígena macuxi no contexto urbano intercultural brasileiro
Roseli Bernardo Silva dos Santos, Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Roraima, IFFR, Brasil
Walmir da Silva Pereira, Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS, Brasil
Resumen:
Este trabalho tem como objetivo analisar a situação social histórica e as condições de saúde das coletividades Macuxi territorializadas num espaço citadino do norte do Brasil. Partimos do reconhecimento etnográfico que os Macuxi conservam valores próprios de ações coletivas assentadas na persistência da língua materna, nos costumes e tradições ancestrais e nas representações simbólicas como elementos constitutivos de sua etnicidade. Suas articulações e mobilizações políticas são mantidas em um diálogo intercultural com as outras etnias e o mundo não indígena e o sistema de saúde ocidental dominante, mesmo que o atendimento para esses indígenas não diferenciar do atendimento da sociedade em geral. Sem embargo, mesmo diante da prevalência do tratamento de saúde biomédico do mundo dos brancos os indígenas intercruzam elementos próprios de suas práticas culturais como processos e experiências de cura das enfermidades visto que, para além dos procedimentos das ciências médicas, recorrem constantemente aos referentes indígenas em saúde. Para dar conta do alcance investigativo desta dimensão do ser indígena na cidade, trabalhamos a partir de um enfoque interpretativo focado na metodologia etnográfica situada nos diálogos com indígenas urbanos e profissionais de saúde para melhor compreender os processos de saúde enfermidade dos indígena no espaço social urbano da Cidade de Boa Vista em Roraima.
La aminoración de las lenguas indígenas en los Estados Modernos. El caso del kichwa en el Ecuador
Tania Salgado Vásconez, Independiente, Ecuador
Resumen:
Tomando el caso de la lengua kichwa en el Ecuador, la ponencia busca problematizar la temática de la aminoración de las lenguas indígenas en los estados modernos, indicando que esta no se trata únicamente de una pérdida de ciertas lenguas, sino que se encuentra íntimamente relacionada con una sociedad inequitativa basada en procesos de coloniadad del poder.
Para abordar esta temática, se hace un acercamiento a la historia del kichwa en el Ecuador con el fin de mostrar que antiguamente diversas lenguas coexistían y que el panorama cambió con la llegada del castellano a América.
Como una forma de dar respuesta a esto, se revisa los conceptos de la colonialidad del poder y lingüística, mismos que están asociados a los conceptos de raza, eurocentrismo y modernidad. Así mismo, tomando en cuenta el momento que se vive en Latino América se presentan una mirada crítica hacia conceptos que se han utilizado constitucionalmente tales como interculturalidad u oficialización de las lenguas indígenas.
Para aterrizar lo antes dicho, la ponencia aborda las respuestas del movimiento indígena del Ecuador y del Estado frente a la problemática, para lo cual se revisa la historia de la Confederación de Nacionalidades Indígenas del Ecuador- Conaie, poniendo énfasis en cuales han sido sus demandas en cuanto a la lengua kichwa. En la parte del Estado, se basa en el gobierno de presidido por Rafael Correa ya que ha implementado las políticas públicas de reconocimiento constitucional, como la declaratoria de oficialidad de la lengua kichwa.
Educación intercultural en tensión ¿pedagogías “otras” u otras formas de exclusión?
Yasmani Santana Colin, Universidad Nacional Autónoma de México, México
Ibet Sosa Bautista, Universidad Nacional Autónoma de México, México
Resumen:
La ponencia surge como una reflexión que busca contribuir a la discusión sobre los espacios de educación superior que están demandando distintos jóvenes indígenas en el país. En los últimos años hemos asistido a la creación de diferentes propuestas educativas, tanto emanadas desde el Estado, como las autónomas, que buscan encontrar un sentido a la escolaridad como derecho para los pueblos indígenas. Se plantea que pese a la creación de modelos educativos interculturales y “autónomos” en la educación superior, miembros de comunidades indígenas buscan oportunidades de acceso a las universidades convencionales, en distintas áreas del conocimiento. De manera particular, se pretende visibilizar los efectos de brindar una educación diferenciada -indígenas y no indígenas- a partir de la emergencia, particularmente, de las Universidades Interculturales, orientadas específicamente a la población indígena, generando con ello una interculturalidad que está en constante tensión por la definición y praxis de la misma. Por otro lado, queremos señalar que el acceso a la educación superior no ha representado para los jóvenes indígenas el distanciamiento del proyecto político-pedagógico de las comunidades, por el contrario, encontramos en muchos casos una resignificación identitaria de quienes acceden a niveles mayores de educación.
7. Sordedad y Etnicidad Sorda: Continuidades y discontinuidades en la etnoeducación e interculturalidad en torno a los hablantes de la lengua de señas colombiana
Miércoles 7 de junio
9:00 – 11:00 am
11:00 - 1:00 pm
2:00 – 4:00 pm
Edificio: 02
Salón: 407
Coordinadores
Alex Barreto, Universidad Nacional de Colombia, Colombia
Javier Moreno Valero, Instituto Caro y Cuervo, Colombia
Comentaristas
Camilo Alberto Robayo Romero, Universidad Nacional de Colombia, Colombia
Lionel Tovar, Universidad del Valle, Colombia
Resumen:
El simposio se dividirá en tres mesas temáticas: Lengua de señas, cultura sorda y traducción. Estas tres líneas enarbolan las dinámicas complejas de acceso al mundo, la agencia y relaciones de poder que existen en torno a las personas sordas que utilizan la lengua de señas colombiana y los distintos actores que los rodean. El espacio académico se ha diseñado como un lugar de debate en que se facilite el encuentro de investigaciones hasta el momento dispersas. La ponencia principal “Estudios sobre la cultura sorda y la educación de sordos en Colombia. Un estado del arte” propone abrir un panorama general de lo que se ha producido en términos de investigaciones académicas en el país después de revisar exhaustivamente las bases de datos de las principales universidades del país, pero también dejando una reflexión sobre el reto que se presenta ante la recopilación de información en lo que se conoce como ‘literatura gris’. El trabajo “Lengua de señas colombiana y educación de sordos: una mirada desde la isla de Providencia” inmediatamente aterriza la discusión a una población y práctica específica de personas sordas en el territorio colombiano que inmediatamente cuestiona las nociones conceptos como ‘etnicidad sorda’ y ‘sordedad’ incluso una categoría muy tradicional en la literatura construida por extranjeros en la isla como ‘lengua de señas de providencia’. El eje de ponencias principales se cierra con “Traduciendo Mundos: Acceso, etnoeducación y conversión en la Lengua de Señas”, lleva la discusión sobre lo ‘propio’ y el contacto con lo ‘ajeno’ característico del discurso de la etnoeducación y la interculturalidad, al plano de la neología como centro de la controversia de la planificación lingüística de la lengua de señas colombiana. El simposio estará abierto a recibir más trabajos nacionales e invitados internacionales que se ajusten a las líneas de discusión propuestas.
Ponencias
Sesión I
Miércoles 7 de junio
9:00 – 11:00 am
La comunidad sorda colombiana: procesos de empoderamiento y liderazgo como elementos de inclusión social. De una discapacidad a una comunidad sociolingüística minoritaria.
Virginia Gonzalez Vicente
Universidad Autónoma de Madrid – UAM, España
Resumen:
A lo largo de la historia, las personas sordas han sido marginadas, maltratadas o, en el mejor de los casos, ignoradas por la sociedad mayoritaria oyente. A pesar de ello, las personas sordas han logrado unirse, organizarse y hacerse visibles a través de un fuerte movimiento asociativo que tiene presencia local, nacional e internacional, que defiende sus lenguas de señas y sus diferencias culturales. Hoy podemos hablar de una comunidad sociolingüística minoritaria presente en todos los grupos sociales y naciones. La sordera ha sido tradicionalmente una discapacidad ignorada por la sociedad general y tratada clínicamente como una enfermedad. Es reciente la idea de que romper con las barreras de comunicación y socialización corresponde a la sociedad general. Esta visión antropológica de la sordera ha constituido un giro crucial en la historia de las personas sordas. La visión clínica de su enfermedad ha dado paso a un enfoque cultural, cuya mayor característica no reside en la pérdida o ausencia de audición, sino en la especialización sociolingüística y cultural de esta comunidad.
La identidad de una persona sorda depende de múltiples factores, pero su autoestima está estrechamente relacionada, especialmente durante los primeros años de vida, con el contacto con su lengua natural. En Colombia, la LSC es su lengua natural y, dado que apenas un 5% de niños sordos nacen en una familia cuyos padres sean también usuarios de LSC, la presencia y fortaleza de esta lengua en todos los ámbitos educativos y sociales, puede dar la posibilidad de una participación plena y real en el seno de la sociedad general. En este sentido, la presencia y fortaleza de un movimiento asociativo fuerte que abarque todos los ámbitos socioculturales, puede marcar sus procesos de empoderamiento y liderazgo y, por ende, la posibilidad de una participación plena y real en la sociedad.
La inclusión social de la comunidad sorda colombiana pasa por una mayor visibilización y presencia en la sociedad y organismos públicos, así como medios de comunicación, creando una consciencia en la sociedad colombiana que reconozca el enriquecimiento cultural que supone la existencia de la comunidad sorda.
Lengua de señas colombiana y educación de sordos: una mirada desde la isla de Providencia
Yenny Milena Cortes Bello
Universidad Agustiniana, Colombia
Resumen:
Las investigaciones sobre la lengua de señas colombiana, en adelante LSC, en especial, los estudios de carácter lingüístico iniciaron con la obra Aproximación a la gramática de la LSC, (2001) del lingüista venezolano -Alejandro Oviedo. Dicho trabajo se convierte en el primer tratado de gramática sobre la LSC (Oviedo, 2001, pág. 28). Investigaciones de este tipo se han centrado en variables que socialmente son consideradas prestigiosas y que se originan en los centros de poder y cohesión social de la comunidad sorda, es decir, ciudades principales que además de liderar los procesos de inclusión educativa, abrigan los focos de control administrativo y social tales como la Federación Nacional de Sordos de Colombia –Fenascol; el Instituto Nacional para Sordos de Colombia –INSOR; universidades y demás centros educativos. Esta situación se comprueba en los pocos acercamientos (socio)-lingüísticos a las distintas variedades que conforman el mapa lingüístico de la lengua de señas-LS de Colombia. Un caso extremo de este desconocimiento se presenta con los sordos que habitan las islas del caribe: San Andrés, Providencia y Santa Catalina; de las cuales nos centraremos en la Isla de Providencia, puesto que sobre la lengua hablada por los sordos que habitan esta isla realmente es poca o muy desactualizada la información que se ha publicado.
Estudios sobre la cultura sorda y la educación de sordos en Colombia. Un estado del arte
Freddy Javier Moreno Valera
Instituto Caro y Cuervo, Colombia
Resumen:
Esta ponencia presenta los resultados de una investigación centrada en construir un estado del arte de la documentación existente que analice el conocimiento sobre aspectos formales de la LSC, sus funciones lingüísticas, los procesos de adquisición de la LSC y del español escrito, y las prácticas educativas desarrolladas con sordos. Se empleó una metodología heurística y hermenéutica que analizó la documentación en mediante categorías como educación de sordos, lengua de señas colombiana, planificación lingüística, cultura sorda, barreras lingüísticas para el aprendizaje y la participación, para orientar la comprensión de la documentación a sistematizar y de las tensiones a ubicar. A partir de los resultados obtenidos se espera discutir los vacíos de conocimiento que aún persisten en relación con la comprensión de las prácticas educativas que se llevan a cabo con sordos, los avances alcanzados en el conocimiento de los aspectos formales y funcionales de la LSC, los resultados documentados de las experiencias alusivas a la adquisición de la LSC como lengua materna y del español escrito como segunda lengua. De igual modo se espera discutir el estado de conocimiento sobre la cultura sorda y sobre los debates realizados sobre la identidad cultural de la población sorda colombiana y los retos para avanzar hacia un reconocimiento deconstructivo de estas comunidades.
Traduciendo Mundos: Acceso, etnoeducación y conversión en la Lengua de Señas Colombiana
Alex Giovanny Barreto Muñoz
Universidad Nacional de Colombia, Colombia
Resumen:
Los movimientos de sordos que usan la lengua de señas colombiana defienden una inclusión social en equidad de oportunidades, pero al mismo tiempo promueven la exigencia de los derechos lingüísticos y culturales, la ‘autodeterminación de los pueblos’ para decidir el futuro de su lengua de señas y de la educación para los futuros niños sordos por nacer. Una educación de sordos para sordos, una educación propia. El principal instrumento en el que se han enfocado las políticas educativas y sociales de los sordos ha sido la lengua de señas, esto ha llevado a que existan numerosas tensiones sobre el papel la neología en la modernización de la lengua, sus uso en contextos académicos, su estatus social, difusión, interpretación y traducción como medio de acceso a las personas sordas a distintos mundos en particular el académico y el religioso. Ahora bien, esta tensión entre integración/aislamiento voluntario de los sordos ha llevado que se den transformaciones sociales en todos los niveles que he optado por llamar conversiones (Hanks, 2010): conversiones en la lengua, en la creación de nuevas conciencias, en las formas de acceso y socialización en el mundo, en las identidades y por supuesto, en la educación. Como este tipo de tensiones son muy similares a las planteadas por el discurso de la etnoeducación planteo desde el abordaje práctico del lenguaje (Hanks, 1996, 2000, 2005) una mirada centrada en el papel transformador de la traducción de la lengua de señas como método, práctica y espacio epistemológico de conocimiento.
Sesión II
Miércoles 7 de junio
11:00 - 1:00 pm
El arte sordo, teatro liminal o escritura de la (corp)oralidad
Juan Diego Zuluaga, Corporación La Rueda Flotante, Colombia
Resumen:
La Lengua de Señas Colombiana -LSC- es un idioma que configura una comunidad de hablantes, los sordos, quienes la usan como forma natural de comunicación, constituyendo la Cultura Sorda. Mezclados en el arte como una tecnopoética, idioma y comunicación, son para nosotros una escritura de la (corp)oralidad que parte del cuerpo como primer territorio y soporte de inscripción en el mundo para habitarlo y transformarlo. El arte es una experiencia de los sentidos que busca la mediación simbólica entre el individuo y la sociedad, arte sordo es un Laboratorio de experimentación con personas sordas en artes vivas; las artes del cuerpo presente en un estado de representación donde confluye el vernáculo visual de las personas sordas y su Lengua de Señas, con técnicas teatrales, dancísticas y visuales para la creación. Tomando los referentes del arte sordo francés y estadunidense a partir de lo que se llama la Pantomima de Sordos, con una tradición de más de 100 años de grupos, escuelas e industrias culturales donde trabajan artistas sordos profesionales; creamos una estética propia que desde el Gestus potencie una Cultura Sorda. Instaurándonos en el límite del lenguaje, en la crisis de la representación, inspeccionamos unas-otras escrituras, territorios de pensamiento posibles en contravía a la lógica de la razón instrumental, el logocentrismo, una escritura de la corp-oralidad. Un arte en Lengua de Señas.
Entre Sordez y Discapacidad: apuntes etnográficos sobre la autopercepción.
Anamaria Vargas Turriago, Universidad Nacional de Colombia, Colombia
Resumen:
Teniendo en cuenta las categorías que se discutirán en esta mesa, es decir "sordedad" y "etnicidad sorda", me gustaría plantear la importancia de la autopercepción de los individuos y los grupos de personas Sordas, es decir, como estos individuos y grupos se entienden a sí mismos y se relacionan con estos dos conceptos. Para entender la autopercepción de un grupo, es necesario analizar las representaciones sociales existentes dentro de este grupo, condicionadas por numerosas variables de su entorno social. De esta manera, será posible esclarecer en qué casos y bajo qué situaciones los individuos se autoperciben como Sordos y como grupo étnico.
Nombres y prácticas sociales: una aproximación a los antropónimos en LSC
Juan Pablo Osorio, Universidad Nacional de Colombia, Colombia
David Saavedra , Universidad Nacional de Colombia, Colombia
Jennifer Vega, Universidad Nacional de Colombia, Colombia
Resumen:
El proceso de la asignación de nombres propios, o "antropónimos” como hemos decidido llamarlos en esta investigación, ha sido objeto de estudio por un largo periodo de tiempo y se encuentra ampliamente documentado en las lenguas habladas. Sin embargo, en las lenguas señadas este campo ha sido muy poco explorado a excepción de la lengua de señas americana (véase Supalla, 1992; Mindess, 1990; Meadow, 1977; entre otros) y algunas investigaciones aisladas en distintas lenguas (Nonaka, Mesh, & Sagara, 2015; Hemingway, 2007; Kourbetis & Hoffmeister, 2002; Hedberg, 1994). El presente trabajo pretende un primer acercamiento a los antropónimos dentro de una comunidad sorda: el colegio Filadelfia para sordos. Se realizará especial énfasis en los factores de incidencia para su asignación y en el valor cultural de estos dentro de las prácticas sociales dadas en el lugar de estudio.
Sesión I
Miércoles 7 de junio
2:00 – 4:00 pm
Proyecto Etnoeducativo del Pueblo Sordo: Una propuesta
Omar Albeiro Bustos Bustos, Universidad Nacional Abierta y a Distancia, Colombia
Resumen:
Por más de 30 años, la comunidad sorda en Colombia le ha apostado a la inclusión como forma de sobrevivir y apalancar recursos para financiar sus luchas ¿Ha llegado el momento de dar un giro? En mi presentación, reflexiono sobre la noción de etnicidad aplicado a las personas sordas y exploro sus implicacinoes para un proyecto de educación propia en el actual contexto nacional.
Conflicto y Violencia: Una mirada desde la etnicidad sorda y la lengua de señas colombiana
Mario Santacruz Pabón , Instituto Nacional para Sordos, Colombia
Resumen:
La presente ponencia más que como comunicador social en formación, parte de algunas de mis experiencias personal como activista sordo. Como ha sucedido con los conflictos en el país, ellos son generados en condiciones históricas especificas, el conflicto en sí mismo no es ni bueno ni malo, sino sucede debido contextos especificos. En la actualidad en la comunidad de sordos se presentan situaciones de conflicto y violencia en particular en relación a la lengua de señas colombiana. En la presentación propongo hacer un rastreo de esta situación desde lo cotidiano, buscando las relaciones de los conflictos y las violencias con las etnicidades de lo sordo a modo de ilustrar caminos para los dialogos y la reconciliación.
El sordo como otro: Reflexiones sobre cultura sorda
Giovani Andres Melendres Guerrero, Instituto Nacional para Sordos, Colombia
Resumen:
La presente ponencia tiene como propósito reflexionar sobre el proceso en materia de política pública en relación con las personas sordas en Colombia, en vía a considerarlas como miembros de una comunidad lingüística. Este proceso de auto-determinación y construcción de otredad ocurre dentro de un marco político que lo facilita y promueve o, por el contrario, lo obstaculiza y dificulta, donde el espectro de lo diverso y lo étnico se va ampliando para contenera aquellos que viven su cotidianidad y hacen una construcción del mundo desde la particularidad de su comunidad, de su historia y de su lengua.
La construcción de neologismos en la LSC en contextos reales de situación académica: una asunto/problema de regulación lingüística
Edith Patricia Rodríguez, Instituto Caro y Cuervo, Colombia
Josué Jacobo Cely Molkes, Instituto Caro y Cuervo, Colombia
Resumen:
En la actualidad existen múltiples procesos de creación de nuevas señas en la Lengua de Señas Colombiana, especialmente en las situaciones que presentan los contextos académicos. En nuestra presentación, proponemos el problema de la regulación. ¿Quién regula la forma como en las universidades se crean términos en LSC? Esta situación genera múltiples tensiones y desorden que crea dificultades. En nuestra ponencia, proponemos ver este fenómenos a través de casos específicos.
8. Violência epistêmica e descolonização de Saberes: experiências recriadas e ressignificadas em espaços de interculturalidade
Jueves 8 de junio
4:00-6:00 pm
Viernes 9 de junio
9:00 – 11:00 am
11:00 - 1:00 pm
Edificio: 02
Salón: 206
Coordinadores
Alexandra Herbetta, Universidade Federal de Goiás, Brasil
Elissandra Barros da Silva, Universidade Federal do Amapá, Brasil
Comentarista
Mariano Baez-Landa, Centro de Investigaciones y Estudios Superiores em Antropologia Social, México
Resumen:
Na América Latina, a tomada do poder político e o controle dos recursos naturais sempre esteve relacionado à imposição de uma maneira única de se entender/produzir o mundo. A história contada, desde então, foi a do colonizador, legitimando uma perspectiva monocultural, que é reproduzida atualmente em, dentre outros espaços, na escola e na universidade. Os "colonizados" foram então desapropriados da história e da possibilidade de produzirem conhecimento válido e legítimo. Tal situação, de violência epistêmica, se reproduz até os dias de hoje, a partir de uma série de práticas, dispositivos e de discursos que reforçam a narrativa e a epistemologia do colonizador.
Atualmente, há, contudo, diversos movimentos de "descolonização" desses saberes, ou seja, processos de (des)construção da história e do conhecimento monocultural e de problematização do método científico. Isto se dá a partir de um conjunto de práticas e discursos que desconstroem a narrativa colonial como foi escrita pelo colonizador, e tenta substituí-la por narrativas escritas, as quais tem como base muitas vezes outras epistemologias (BOAVENTURA SANTOS, 2002, p.13). Nessa perspectiva, os Cursos de Licenciatura Intercultural Indígena no Brasil e as Universidades Indígenas já implementadas em países da América Latina se constituem como espaços propícios para a reflexão, discussão e (re)ação de diversos coletivos culturalmente diferenciados. Tais experiências promovem transformações descoloniais tanto nas diversas comunidades envolvidas, como na própria universidade, que de alguma forma começa a aceitar outros códigos e socialidades. Estas ações e experiências são a base da proposta deste GT, onde se pretende compartilhar e discutir práticas de descolonização de saberes efetivadas em espaços interculturais e que busquem romper com a "monocultura" do saber, que considera que o único saber válido é o saber científico. Este GT buscará então discutir estas experiências e as reflexões teóricas advindas de casos concretos estabelecidos nos contextos educacionais relacionados aos Cursos de Licenciatura Interculturais, Universidades Indígenas e experiências pedagógicas afins. Espera-se assim promover um diálogo aprofundado sobre a realidade educacional intercultural de diversas regiões com o objetivo de refletir sobre a relação entre a política pública, o movimento político indígena e a educação intercultural.
Ponencias
Sesión I
Jueves 8 de junio
4:00-6:00 pm
Musica, educação e decolonialidade: perspectivas de nova educação
Cainã Queiroz Silva, UFG, Brasil
Resumen:
Este trabalho aborda processos educacionais que propõe a música está enquanto elemento pedagógico e guia para formulação de propostas curriculares que tenha como pressuposto a decolonialidade. A formulação de uma escola diferenciada para os povos indígenas está prevista na Constituição Federal de 1988 - Brasil. A discussão sobre educação foi e é uma das pautas mais importantes para os movimentos indígenas que se constituíram em nosso país. Esta educação encontra-se em processos de reflexão e transformação. Os saberes dos povos indígenas sofrem, assim como todos os saberes que não foram produzidos pela ciência moderna e ocidentais, processos de invisibilidade. Que perspectivas de ensino/aprendizagem para a educação indígena no contexto do Núcleo Takinahaky de formação superior indígena (NTFSI) e quais as discussões sobre decolonialidade podem ajudar nestes processos, são as questões orientadoras desse trabalho que se insere no Programa de Mestrado em Antropologia da Universidade Federal de Goiás. Portanto, apresentaremos a discussão assentadas em três grandes eixos temáticos: educação indígena, decolonialidade e a música.
O papel dos mitos nas práticas pedagógicas do povo krahô: algumas reflexões
Letícia Jõkàhkwyj Krahô, Universidade Federal de Goiás, Brasil
Resumen:
O povo krahô é um dos povos indígenas que habita os campos de cerrado no estado de Tocantins, onde sua área demarcada localiza-se entre os rios Vermelho e Manoel Alves, e conta com uma população de aproximadamente 3.500 pessoas, distribuídas em torno de 27 aldeias. O povo krahô possui um vasto repertório de narrativas que explicam o seu modo de vida, agricultura, origem, cantos, medicina, ritos, etc. Essas narrativas são intimamente relacionadas com certos aspectos da sua vida material e sociocultural; são, portanto, transmitidos de geração a geração de modo oral por meio daqueles que detêm esses e outros conhecimentos. O objetivo deste trabalho é apresentar a importância que alguns mitos desempenham no interior da sociedade, como o mito de Caxêkwyj 'Mulher-estrela' e Kàjre 'machadinha', nas práticas pedagógicas próprias do povo krahô. O primeiro mito retrata a origem da agricultura e explica, de certo modo, os principais alimentos que são produzidos e consumidos; o segundo mito narra a origem dos cantos e como eles foram apropriados pelos krahô. Mostraremos que certos conhecimentos relativos ao universo sociocultural krahô não são transmitidos de modo formal, institucionalizado pela escola, mas faz parte de práticas pedagógicas informais do povo, conforme o tempo e espaço em que são ensinados. Assim, esperamos contribuir com novas reflexões acerca dos limites e papeis que a educação escolar indígena deve desempenhar dentro das respectivas comunidades, de modo que os conhecimentos oriundos dela não se sobreponham aos conhecimentos tradicionais do povo, mantendo-os vivos como estratégia de manutenção e fortalecimento da sua identidade sociocultural.
Comunicação visual e violência epistêmica no México
Verónica Vázquez Valdés, Benemérita Universidad Autónoma de Puebla, México
Resumen:
Entre los totonacos, como en el caso de otros indígenas mexicanos, encontramos diversas formas de comunicación y transmisión del conocimiento mediante estrategias diferentes al horizonte epistemológico occidental. De manera particular, la comunicación visual entre los indígenas mantiene diferentes referentes estéticos a los impuestos por la cultura dominante, la cual, en manos de los aparatos estatales elaboran formas y estrategias de comunicación que no respetan las formas de comunicación tradicionales ejerciendo violencia epistémica.
Descolonização de saberes e interculturalidade: um estudo de caso no México
Iván G. Deance B. y T., Benemérita Universidad Autónoma de Puebla, México
Resumen:
Durante la gran invasión europea del siglo XVI, la mayoría de los intelectuales orgánicos perdieron la directriz de la reproducción sociocultural de sus grupos étnicos. Con diversas estrategias de supervivencia, gran cantidad de saberes trascendieron el paso de las generaciones y ocultos entre las formas de la comunicación y el lenguaje cotidiano, fueron guardando una serie de elementos fundamentales para el desarrollo de técnicas y tecnologías. No es sino hasta finales del siglo XX que a partir de los diálogos interculturales podemos tener aproximaciones decolonialistas a ese cúmulo de saberes que en este trabajo esbozo.
Sesión II
Viernes 9 de junio
9:00 – 11:00 am
A cultura boliviana na escola e o “fazer especial” como ampliação e descolonização da experiência estética
Francione Oliveira Carvalho, Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora, Brasil
Resumen:
Esta comunicação discute a presença dos alunos estrangeiros na Rede Municipal de Educação de São Paulo, com destaque para os de origem boliviana matriculados na EMEF Infante Dom Henrique, localizada no bairro do Canindé e próxima da Praça Kantuta, importante centro de socialização da comunidade boliviana na capital paulista. A partir do Projeto Escola Apropriada: educação, cidadania e direitos humanos, desenvolvido entre 2014 e 2015 pretende-se refletir sobre as estratégias utilizadas no projeto para problematizar, compartilhar e agregar às experiências dos alunos imigrantes no dia a dia da instituição. Descolonizar o processo educacional significa emancipá-lo do monismo ocidentalista que reduz todas as possibilidades de saber e enunciação da verdade à dinâmica cultural de um centro. Trabalhar com a estética do cotidiano na escola é ampliar o conceito de arte para objetos e práticas que possibilitem experiências estéticas independente delas estarem inseridas na categoria que conhecemos como arte. Nesse contexto, a ideia de “fazer especial” desenvolvida pela antropóloga Ellen Dissanayake pode nos ajudar a expandir os territórios da arte e da cultura. Esse movimento traz consigo igualmente a descolonização da crítica, não compactuando com a ideia de que o conhecimento é algo exclusivo do letrado ou que caberia a este último iluminar criticamente o Outro. A escola contemporânea deve ser vista como o tempo educacional da reinvenção dos sistemas de ensino, com vistas à diversidade e ao reconhecimento da pluralidade dos saberes e das experiências. O Projeto Escola Apropriada: educação, cidadania e direitos humanos ao trazer as culturas bolivianas para o centro do currículo caminha nessa direção.
Epistemologías de los pueblos originarios. La medicina tradicional en el sistema de pensamiento del pueblo Tutunakú en México
Laurentino Lucas Campo, Universidad Intercultural del Estado de Puebla, México
Resumen:
Desde el punto de vista del pluralismo epistemológico se logra identificar el sistema de pensamiento de los pueblos originarios, el cual está conformado por distintas aspectos, como las formas de organización, los sistemas de justicia propia, la socialización de los miembros más jóvenes, la pedagogía utilizada en la educación, o la medicina tradicional. Respecto a ésta, en el presente trabajo se muestran algunos resultados de una investigación más amplia donde se indaga en los sentidos y significados así como en el uso social de la medicina tradicional, por parte de los especialistas de la medicina tradicional y los habitantes, miembros del pueblo Tutunakú, en el proceso de salud-enfermedad-atención en la actualidad en Huehuetla, Puebla.
El objetivo del trabajo, fue tener un acercamiento al sistema de pensamiento de los Tutunakú, en cuanto a la atención de la salud desde la medicina tradicional, para comprender el sentido y el significado que le otorgan los makuchinanin (los que curan) y los habitantes de dicha comunidad. Con base en una metodología cualitativa, desde la perspectiva sociológica y antropológica. En el marco de las metodologías horizontales se entrevistó en profundidad a algunos makuchinanin y a habitantes de dicha comunidad. Los hallazgos nos permiten dilucidar algunos conceptos, generados desde el propio sistema de pensamiento del pueblo Tutunakú, en especial manifestados en la lengua materna totonaca, lo que nos permite reconocer la existencia de una epistemología, desde donde se explica y se practica la medicina tradicional por parte de los miembros de ese pueblo originario.
Educação intercultural e interepistêmica: desafios políticos para (e a partir) da escola indígena.
Maria do Socorro Pimentel da Silva, Universidade Federal de Goiás, Brasil
Alexandre Herbetta, Universidade Federal de Goiás, Brasil
Resumen:
O presente texto apresenta considerações iniciais acerca da consolidação de uma nova base epistêmica, acessada para se pensar a educação escolar indígena e a universidade. Tal situação tem relação com a emergência de um novo repertório conceitual, constituído na dinâmica de um diálogo intercultural crítico.
A situação é apresentada no contexto do Núcleo Takinahaky de Formação Superior Indígena da Universidade Federal de Goiás. Um dentre vários cursos de licenciatura intercultural criados para a formação de professores indígenas. Isto no âmbito do movimento indígena organizado especialmente na década de 1980, de legislação elaborada posteriormente e da efetivação de políticas públicas sobre o tema, especialmente na década de 2000.
Neste sentido, a experiência em tela, específica a este espaço, busca apontar reflexões mais gerais e interessantes acerca de modelos de educação escolar, trazendo reflexões sobre a interculturalidade, assim como propõe uma reflexão sobre estratégias políticas decoloniais por meio da educação escolar.
Percursos e (des)caminhos da implementação da Ação Saberes Indígenas na Escola entre os Arukwayene/Palikur
Elissandra Barros da Silva
Adonias Guiome Ioiô
Carina Santos de Almeida
Ramiro Esdras Carneiro Batista
Universidade Federal do Amapá, Brasil
Resumen:
A Ação Saberes Indígenas na Escola (SIE) foi instituída pela Portaria do Ministério da Educação Nº 1.061, de 30 de outubro de 2013. Criada com o intuito de atender à demanda de acompanhamento e avaliação da implementação da educação escolar entre os povos indígenas, um dos principais focos do SIE é a elaboração de recursos didáticos e pedagógicos que respeitem as especificidades de organização social e as características (multi)linguísticas e culturais de cada povo indígena. Entre os Arukwayene o SIE começou a ser implementado em 2014 com uma equipe indígena de 30 professores, 2 sábios e 3 orientadores. O foco principal dessa ação entre os Arukwayene é a elaboração de material didático para as escolas deste povo, para isso, foi feito todo um trabalho de formação dos professores/pesquisadores para que estes pudessem fazer os registros audiovisuais, transcrições, traduções e análises das narrativas e memórias dos sábios arukwayene, as quais ficarão registradas na Kagta Parikwaki Inetitkehne: amekenegben gihiyakemnikis (Narrativas Palikur: as histórias que os antigos contam), uma coletânea de narrativas que nos permitem conhecer um pouco do universo arukwayene. Nesse percurso houveram vários (des)caminhos, principalmente ocasionados pelas tensões e conflitos advindas do processo de descolonização do conhecimento, pois os Arukwayene estavam habituados a falar de si a partir da perspectiva dos estudiosos que estiveram entre eles, sem refletir sobre seu próprio conhecimento e percurso histórico. O objetivo desta apresentação é retratar a dinâmica desse processo e o modo como os Arukwayene estão lidando com tais conflitos.
Sesión III
Viernes 9 de junio
11:00 - 1:00 pm
Caminhos do saber arukwayene nas águas da história: a emergência da historicidade palikur em narrativas de memória
Carina Santos de Almeida
Elissandra Barros da Silva
Universidade Federal do Amapá, Brasil
Resumen:
A emergência do protagonismo ameríndio como elemento de autonomia e de diversidade nas narrativas discursivas da História latinoamericana consiste num fenômeno recente que visa apresentar outros caminhos interpretativos para a compreensão dos diversos mundos indígenas e não indígenas envolvidos na tessitura do que se convencionou chamar de “América”. As trajetórias ameríndias envoltas por águas turvas e nebulosas da História “colonizadora” foram em grande parte desconsideradas no processo de construção geopolítica dos territórios latinoamericanos. Mas a despeito disso, paulatinamente, muitos povos rompem com o pensamento ocidental e desvelam narrativas de História a partir de suas próprias categorias de saber presentes nas experiências de memória dos sábios indígenas. Marcados pelas singularidades atribuídas aos povos de tradição Arawak, os caminhos do saber Arukwayene se apresentam nas narrativas de memórias dos mais velhos. Este povo, historicamente conhecido como Palikur, situado no extremo norte do Brasil, na fronteira com a Guiana Francesa, vivenciou ao longo de séculos forte pressão sociopolítica e territorial, é nesse sentido que a emergência da historicidade nas memórias de um sábio Arukwayene possibilita adentrar no universo complexo do mundo Palikur. Os Arukwayene foram impactados pelo processo missionário, sobretudo pelo pentecostalismo do século XX, contudo, quando boa parte da sociedade regional e dos pesquisadores acreditavam que as camadas de esquecimento haviam obscurecido a História do povo, eis que o sábio arukwayene Wet mostra a todos a presença do “ser” nas águas da História. As memórias de Wet revelam um mundo Arukwayene que estava submerso nas profundezas da experiência dos Palikur com os outros, e nesse sentido, evidenciam a lucidez da historicidade descolonizadora.
La Educación Intercultural Bilingüe y la Etnoeducación como experiencias en la descolonización de los saberes
Johnny Alberto Alarcón Puentes, Universidad del Zulia, Venezuela
José Luis Monzant Gavidia, Venezuela, Facultad de Humanidades y Educación. Departamento Sociantropológico, Venezuela
Resumen:
Con el objetivo de analizar experiencias en la descolonización de saberes a partir de la enseñanza desde la Educación Intercultural Bilingüe y la etnoeducación, se aplicó el método etnográfico, a través del trabajo de campo y mediante la observación participante y entrevistas a maestros en Venezuela (Maracaibo) y en Colombia (Maicao). La investigación se fundamentó en el aporte teórico de estudiosos de la Educación Intercultural Bilingüe, tales como: Bonfil Batalla, Esteban Emilio Mosonyi, Xavier Albó y Catherine Walsh. La vivencia a través de talleres con maestros indígenas nos permite concluir que desde la docencia se pueden desarrollar y aplicar prácticas educativas que, lejos de la visión idealizada del indígena y a partir de la producción de conocimiento cotidiano y significativo con sus alumnos, con su comunidad, desde la cultura y sin la desestimación de saberes universales, pueden contribuir no solo con la no violencia epistémica, sino, mejor aún, con el propósito de participar en la co-construcción de identidades y la reafirmación cultural desde una perspectiva epistémica de la diversidad.
Palabras Clave: Educación Intercultural Bilingüe, Etnoeducación Descolonización de saberes, Diversidad Epistémica, indígenas.
Interculturalidade como instrumento discursivo, político e pedagógico na educação escolar indígena na América Latina.
Linda Osiris González Cárdenas, Universidade Federal do Paraná (UFPR), Brasil
Clovis Antônio Brighenti, Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), Brasil
Resumen:
Para contribuir ao debate sobre a necessidade de criar e implementar políticas educativas diferenciadas, destinadas principalmente às populações historicamente excluídas – como a indígena – na América Latina, resulta indispensável analisar quais discursos as permeiam. Algumas destes são sustentados na interculturalidade como princípio fundamentador da educação escolar indígena. Isto é evidenciado nos países que modificaram os marcos legislativos colonialistas propondo novos atos normativos, afirmando e reconhecendo os direitos e pedagogias educativas próprias dos povos indígenas, e, pontualmente, criaram universidades e/ou programas que se propõem quebrar com a imposição do conhecimento cientifico e monocultural, gerando espaços interculturais propícios para a reflexão e discussão da diversidade, e para gerar transformações profundas diante a relação colonial mantida ao longo dos séculos. Contudo, muitas destas iniciativas confrontam inúmeros obstáculos, principalmente ao se deparar com processos burocráticos que não conseguem respeitar e reconhecer à educação tradicional, nem se desprender da ciência moderna como única forma de compreender o mundo, prevalecendo ainda o trabalho individual sobre o coletivo, a escrita sobre a oralidade, e as línguas hegemônicas sobre línguas indígenas. Outra variante desse desafio é o recorte geográfico e regional, desconsiderando as dinâmicas da etnoterritorialidade desses povos, muitas delas extrapolando fronteiras regionais e internacionais. Assim, a partir de um breve estudo do contexto educativo escolar no marco dos países latino-americanos, nossa análise deseja evidenciar os contrastes entre as definições normativas, legais e teóricas outorgadas à interculturalidade, e as dificuldades práticas das iniciativas educativas, na criação de programas e políticas educacionais de acordo com a realidade das comunidades indígenas.
Ensaios sobre identidades, oralidades, memórias e tradições: experiências de educação e pesquisa entre os guarani e kaiowá e povos indígenas do Amapá e norte do Pará
Meire Adriana da Silva, Universidade Estadual Paulista/UNESP – Júlio de Mesquita Filho/Faculdade de Ciências e letras. UNIFAP/Curso de Licenciatura em História/Campus Marco Zero, Brasil
Resumen:
O objetivo desse trabalho é analisar os aspectos identitários, as oralidades, as memórias e as tradições de povos indígenas, por meio das minhas experiências profissionais em educação escolar indígena entre os Guarani e Kaiowá de Mato Grosso do Sul e com os povos indígenas do Amapá e norte do Pará e relacioná-las com aspectos metodológicos realizados durante pesquisas com esses povos. A pesquisa de mestrado foi realizada com as primeiras etnias citadas e a pesquisa de doutorado está em andamento, cujo tema é o processo de homologação das terras indígenas do Estado do Amapá, em específico as terras Uaçá, Juminã e Galibi do Oiapoque, por meio da ação de suas etnias e da mediação com entidades, em especial com o Cimi (Conselho Indigenista Missionário).
